INFORME FOLHA
Distância
Entidades ligadas ao setor agrícola estão frustradas com o resultado da administração estadual. Por isso prometem nem chegar perto da próxima campanha de Jaime Lerner (PFL) ou de seu sucessor. Para eles, a gota d'água, para manter a distância, é o novo reajuste das tarifas de pedágio prometido para o mês de dezembro. Os líderes do setor acham que Lerner virou as costas para a agricultura e prometem cobrar essa fatura no ano que vem, do próximo governador. O que vem salvando a pele do governo, na avaliação de alguns, é a atuação do secretário da Agricultura, Antonio Poloni, que tenta cumprir à risca as metas propostas pelas entidades para que o Estado mantenha a sanidade dos rebanhos. Desde que assumiu, viu no apoio às entidades uma forma de se sustentar no governo, e por isso abraçou a causa de uma forma jamais vista comparado a secretários que o antecederam.
Monitoramento 1
O Movimento pela Ética na Política, criado pela Arquidiocese de Curitiba para monitorar o dia-a-dia da Câmara Municipal de Curitiba, quer intensificar a divulgação de relatórios. A intenção é aparecer na imprensa uma vez por mês.
Monitoramento 2
Este ano, dois levantamentos foram apresentados: um em maio e outro em novembro. Os dois apontam que os vereadores da Capital não cumpriram satisfatoriamente a função de fiscalizar a prefeitura e legislar em prol do município.
Monitoramento 3
A segunda pesquisa, por exemplo, aponta que 57% das 157 proposições discutidas no plenário neste ano foram nomes de rua. E 22, o equivalente a 14%, concederam honrarias ou prêmios. Na avaliação de Márcio Mafra, um dos coordenadores do movimento, nos últimos dez meses a Câmara de Curitiba não apresentou resultados concretos.
Monitoramento 4
Os vereadores ficaram furiosos com os resultados colhidos pelos voluntários do movimento, alegando que não é todo dia que o plenário é acompanhado, e que o trabalho nas comissões permanentes não é avaliado. O salário bruto de cada um dos 35 vereadores de Curitiba é de cerca de R$ 4,3 mil, fora mordomias.
Retorno 1
Salvo imprevisto de última hora, Lerner volta a dar expediente no Palácio Iguaçu nesta segunda-feira. O governador passou os últimos dias em Nova York, nos Estados Unidos, conhecendo o neto recém-nascido, filho de Andréa Lerner com o artista plástico Sebastian Bremmer.
Retorno 2
Também é hora de a vice-governadora Emília Belinati (PFL) voltar à rotina. Na Noruega, desde a última segunda-feira, a vice de Lerner tem retorno ao Brasil programado para este final de semana, quando acaba a interinidade do presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB).
Retorno 3
Os deputados fazem sessão amanhã, depois de cinco dias de folga. Os parlamentares emendaram o feriadão da Proclamação da República. O reinício, como sempre, deve contar com uma pauta minguada.
Retorno 4
Também de volta ao trabalho os promotores e procuradores de Justiça que cuidam das investigações do suposto caixa 2 da campanha municipal do PFL em Curitiba, em 2000. O Ministério Público deve intensificar contatos nesta semana. Há quem defenda, inclusive, a necessidade de um cruzamento de informações com a Receita Federal, que cuida de casos de sonegação.
Clone
Vereador de Curitiba pelo PMDB, Alexandre Khury saiu ao avô, Aníbal Khury (PFL). No episódio do caixa 2 do PFL, o rapaz pensou mais nas conveniências políticas que na orientação partidária na hora de condicionar a sua participação na ofensiva montada pela oposição para instalar CPI para apurar o escândalo.
Condição
Alexandre disse que só confirma adesão à CPI se for questão fechada no PMDB. O partido, à exceção dos vereadores governistas, é comandado pelo senador Roberto Requião e quer investigação detalhada.
Reforma
O gabinete da Chefia da Casa Civil, no quarto andar do Palácio Iguaçu, em Curitiba, foi reformado. Novos quadros e novo papel de parede fazem parte da decoração.
Orçamento 1
A base aliada apresentou, durante a semana, projeto de lei autorizando o Poder Executivo a abrir créditos adicionais para cumprir as emendas apresentadas para 2001. Tem deputado da ala governista acreditando que, apesar do pouco tempo, ainda é possível conseguir o cumprimento de alguma das emendas apresentadas.
Orçamento 2
Este ano, por falta de recursos para investimentos, nenhuma emenda saiu do papel. Os aliados abriram mão de apresentar emendas à proposta orçamentária de 2002, mas mantêm exigência do cumprimento das emendas deste ano.
Orçamento 3
A oposição pode resolver cobrar as suas emendas com base na Lei de Responsabilidade Fiscal. O líder do governo na Assembléia, Durval Amaral (PFL), não garante nada. Diz apenas que algumas emendas podem ficar empenhadas para o exercício financeiro 2002.
Perguntinha
Qual é a próxima CPI que a bancada governista vai criar para atacar o senador Roberto Requião (PMDB), como troco pelas críticas à venda da Copel e ao suposto caixa 2 de campanha em Curitiba?





