INFORME FOLHA
Costura fina
Há quem acredite que o vazamento de documentos da campanha que reelegeu o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), em 2000, tenha sido engendrado não pelo senador Roberto Requião (PMDB), mas por políticos que buscam uma acomodação entre PFL e PSDB, levando-se em conta o quadro eleitoral como um todo. Razão pela qual, por exemplo, a denúncia foi parar nas mãos de um jornal de circulação nacional como a ''Folha de S.Paulo''. Requião teria sido apenas um laranja. A saída de Cassio do páreo poderia, nesta linha de pensamento, acomodar outros interesses entre PFL e PSDB, que num primeiro momento trabalham para manter a dobradinha que elegeu e reelegeu o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Outra teoria é que ao atingir Cassio, Lerner, visto como aliado de primeira hora do prefeito, também ficaria com sua imagem comprometida, tornando inviável o sonho de chegar ao Palácio do Planalto.
Trégua
O escândalo do caixa 2 deu fôlego para o governo do Estado. Pelo menos, a novela em torno da privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) deixa de ser o holofote por horas.
Haraquiri
Tem colaborador da campanha de Cassio Taniguchi cortando os pulsos, com medo que o tesoureiro Francisco Paladino Júnior tenha feito alguma anotação comprometedora no suposto livro-caixa, cujas cópias investigadas pelo Ministério Público circulam pela cidade e pela internet.
Explicações
Os políticos e dirigentes partidários que aparecem na relação de entradas e saídas do suposto caixa 2 do PFL podem se preparar, porque a maior dor de cabeça ainda está por vir. As bases vão cobrar detalhadamente para onde foi o dinheiro, se que é foi repassado.
Imunidade
Mais do que nunca o senador Roberto Requião (PMDB) deveria voltar o seu projeto político para reeleger-se senador, nas eleições do ano que vem. Caso contrário, perderá a imunidade parlamentar, prato cheio para os deputados, jornalistas e secretários de Estado que ameaçam processá-lo pela divulgação do que pode ser o livro-caixa da campanha pefelista à prefeitura.
Inferno astral
O deputado federal Luciano Pizzatto (PFL) está no inferno astral. Em menos de uma semana, apareceu em duas polêmicas listas. Primeiro, como lobista em favor da importação de pneus usados, o que atualmente é irregular. Depois, como um dos movimentadores de dinheiro de campanha, no suposto caixa 2 do PFL.
Sinal verde
O mandato das atuais direções dos diretórios municipais do PSDB acaba no dia 15. As eleições foram realizadas em agosto, por força de liminar conseguida pelos aliados do senador Alvaro Dias, atualmente no PDT. O novo grupo que assumiu o poder comemora.
Faxina
A partir do dia 15, vão promover uma faxina interna e neutralizar os alvaristas que ainda detêm poder. Entre os encarregados de reestruturar o partido estão o deputado federal Basílio Villani, presidente interventor da legenda, o presidente da Assembléia, Hermas Brandão, e o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa.
Cancelamento
Não vai ter mais reunião entre a Secretaria de Educação e a APP-Sindicato, como estava programado para amanhã. A decisão, cancelando o encontro, partiu da secretária Alcyone Saliba. De acordo com ela, a APP está dificultando o diálogo entre professores da rede pública e governo.
Dor de cabeça
Além de combater os avanços da oposição, que quer investigar suas despesas de campanha, o prefeito Cassio Taniguchi está tendo dor de cabeça com o seu líder na Câmara, Mário Celso (PFL). Para proteger a filha Margareth, que trabalha no Instituto Curitiba de Saúde, Mário Celso está interferindo na administração do presidente do instituto, Paulo Henrique Munhoz da Rocha.
Gasolina
O clima vai esquentar na segunda-feira. Os organizadores do relatório de avaliação da Câmara Municipal, aquela compilação de dados que deu o maior estresse meses atrás porque revelava quem é quem dentro do Poder Legislativo municipal, prometem mais uma bateria de informações. Geralmente, de difícil digestão para os nossos legisladores, pouco acostumados com críticas.
Controle
Trabalho similar ao que se faz na Câmara de Curitiba, a Folha e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolvem há meses um acompanhamento dos deputados na Assembléia. Dois estudantes monitaram diariamente cada passo dos parlamentares.
Posse
O vereador de Londrina André Vargas tomou posse oficialmente como presidente do diretório do PT paranaense, durante abertura do Encontro Estadual, no Litoral.
Pendenga
As eleições do diretório estadual realizadas no dia 7 de outubro são contestadas pelo candidato derrotado, deputado federal Padre Roque Zimmermann. Padre Roque recorreu às executivas estadual e nacional, mas o resultado foi mantido. Vargas teve 167 votos a mais que o concorrente.
Prazo-limite
O prazo para recursos contra a decisão da executiva nacional termina no dia 12. Padre Roque não desistiu e protocolou, anteontem, outros seis recursos. O deputado alega irregularidades na eleição.
Perguntinha
Quem se diverte mais com a desgraça de Cassio? Alvaro, Requião, Hermas Brandão, Greca ou Vanhoni?





