INFORME FOLHA
Derrota
O PFL amargou ontem uma derrota na Justiça Eleitoral. Por unanimidade de votos, os juízes eleitorais indeferiram representação movida pelo partido contra o PDT. Os pefelistas queriam tirar do ar as inserções criadas a pedido dos pedetistas, criticando a postura dos 27 governistas que derrubaram o projeto de iniciativa popular que tentou, em agosto passado, barrar a privatização da estatal. ''A presente representação não merece prosperar. A venda da Copel é um dos temas que mais discussões tem provocado na comunidade paranaense, sendo, sem dúvida, de interesse da própria comunidade'', é o argumento do desembargador Gil Trotta Telles. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não entendeu como válido o principal argumento apresentado pelos advogados do PFL, de que a propaganda tenta jogar a população contra os parlamentares da base de sustentação.
Escalado
O assessor especial de Assuntos Fundiários do Governo do Paraná, Antonio Carlos Coelho, foi escalado para rebater as críticas feitas pelo advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Darci Frigo, ao governo Lerner. Frigo, que no próximo dia 20 recebe honraria do Senado norte-americano, disse que o governo do Paraná age com violência no campo.
Repique
''O advogado da CPT omitiu os crimes que a Justiça aponta como autores integrantes do Movimento Sem Terra'', começa a nota do governo. ''Dos crimes citados pelo doutor Frigo, muitos resultaram de desentendimentos entre os próprios sem-terra. Todos os crimes citados tramitam na Justiça ou já se encontram julgados'', segue outro trecho.
Em defesa
O advogado Adyr Sebastião Ferreira, que defende a ex-coordenadora do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) Cristina Barros, assegurou ontem que sua cliente não tem responsabilidade por eventuais desvios de recursos públicos no órgão.
Memória
Segundo a auditoria da Prefeitura de Londrina, os desvios no Provopar, de 1998 a 2000, chegaram a R$ 741,7 mil quase metade do que recebeu no período. Anteontem, a promotora da 3 Vara Cível de Londrina, Solange Novaes Vicentin, solicitou abertura de inquérito policial para apurar as irregularidades.
Desvio
A ex-coordenadora foi acusada pela ex-gerente do Provopar Maria Cristina Campos de ser a responsável pelas contas do órgão. Ela sugeriu ainda que parte dos recursos foi desviada para campanhas eleitorais de políticos da cidade.
Silêncio
Adyr Ferreira não quis comentar o conteúdo das declarações da ex-gerente porque não teve acesso ao depoimento. ''Curiosamente o Ministério Público se recusa a fornecer esse depoimento'', cutucou.
Laranja
Sobre desvios, o advogado declarou: ''Houve realmente, não por parte da Cristina, porque não era só ela que trabalhava com dinheiro, desvio de verbas. E nós, como advogados dela, estamos atrás desse esclarecimento''.
Varredura
A promotora Solange Vicentin disse ontem que o Ministério Público requisitou e está fazendo auditoria nos documentos contábeis da Provopar, para apurar desvios e irregularidades administrativas, e toda a a documentação oferecida por Cristina Barros foi anexada ao processo.
Subsídio
Em relação às declarações de Maria Cristina, a promotora esclareceu que o depoimento continua sob sigilo ''no interesse das investigações'' , embora cópia do documento tenha sido enviado à 10 Subdivisão para embasar o inquérito.
Nó geral
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), ainda não engoliu a criação da Unespar com sede em Jacarezinho. Ele acha que o governo foi injusto com a Fecilcam, que tinha projeto para virar Unescam. Além disso, diz que Jacarezinho fica ''fora de mão''. ''Se dependesse de mim, a Fecilcam continuava isolada e não aderia à Unespar.''
A ver navios
O vereador de Curitiba, Tadeu Veneri (PT), apresenta na próxima semana um requerimento à mesa executiva da Câmara Municipal para que não sejam mais aceitos pedidos de prorrogação de prazo pelo prefeito Cassio Taniguchi para responder às solicitações de informações dos vereadores.
Drible
Veneri diz que tem requerimentos sem uma resposta oficial desde o início do ano. O vereador lembra ainda que a prefeitura dribla inclusive a lei orgânica do município que, no artigo 72, obriga o chefe do Poder Executivo a se manifestar em 15 dias úteis. Expirado o prazo, cabe à Câmara adotar medidas para garantir o direito às informações.
Sem arranhão
O presidente do PL, Bernardino Oliveira Filho, voltou a dizer ontem que a recente filiação do ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati, envolvido em diversas ações por desvio de dinheiro público, não interfere na imagem do partido. ''Ele não era filiado ao PL quando foi acusado dos desvios.'' É o argumento do dirigente.
Convenção
Sobre a possível candidatura de Belinati em 2002, já que se filiou dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral, Oliveira Filho prometeu: ''Ele vai ter que passar pelas convenções como todos os outros. Se vencer...'' O ex-prefeito de Londrina tenta na Justiça reverter sua inelegibilidade, decretada no ano passado quando da cassação de seu mandato.
Perguntinha
Quando é que Lerner e o secretário da Comunicação Social, Rafael Greca, saem em defesa de Cassio Taniguchi, no caso Caixa 2?





