INFORME FOLHA
Ofensiva
As retaliações que a base de sustentação ao governo na Assembléia articula contra a oposição antecipam o cenário da disputa eleitoral de 2002. De um lado, a oposição, com a bandeira contra a venda da Copel. De outro, a situação, que poderá contar com os recursos se a venda da estatal se concretizar. Os aliados querem virar a mesa, transformando o desgaste político sofrido com a derrubada do projeto popular que impedia a venda em votos. Apostam na melhoria da situação financeira do Estado para levar recursos às bases. Os primeiros passos nessa direção já foram dados. Na última quarta-feira, o líder do governo, Durval Amaral (PFL), anunciou que a base aliada não quer mais que o Palácio Iguaçu repasse recursos a fundo perdido para prefeitos da oposição, apenas vinculações constitucionais. Querem ainda que as obras do Estado sejam identificadas como realização do governo do Estado, e não mais das secretarias envolvidas.





