Fim das filas
Salvo mudança de última hora, o projeto de lei que estipula um tempo máximo de espera para atendimento ao público nas agências bancárias será votado hoje à tarde, na Câmara Municipal de Curitiba. O projeto do vereador Tadeu Veneri (PT) já tramitou antes. Em 1999, entretanto, foi derrubado em plenário por falta de apoio político. A nova versão preserva os mesmos princípios da proposta original. De acordo com o projeto, os bancos ficam obrigados a disponibilizar número suficiente de caixas para que o cliente não permaneça mais de 20 minutos na fila em dias normais e no máximo 30 minutos na véspera ou após feriados prolongados e, ainda, em datas de pagamento dos funcionários públicos municipais, estaduais ou federais. O projeto estabelece ainda a aplicação de multas para as agências que não cumprirem a lei. A primeira medida prevista é a advertência, diz a proposta.

Reincidência
Em caso de reincidência, o projeto prevê a aplicação de multas e suspensão do alvará de funcionamento. O controle da adequação dos bancos à nova lei será feito por órgão específico da prefeitura e de defesa do consumidor, encarregados de receber todas as denúncias dos usuários.
Jurisprudência
Porto Alegre, Belo Horizonte, Maringá, Campo Mourão, Blumenau, Umuarama e Foz do Iguaçu já possuem leis semelhantes. O Sindicato dos Bancários de Curitiba culpa a automação e o enxugamento dos quadros de funcionários pelo problema.
Grampo
O Poder Judiciário do Paraná deve decidir nos próximos dias o futuro da primeira versão da CPI da Telefonia, suspensa no último dia 18 de junho por 90 dias pelo Tribunal de Justiça (TJ). O Judiciário entendeu que houve problemas na instalação da comissão.
Trâmite
O mandado de segurança, impetrado pela Telepar Brasil Telecom - que está sendo investigada pelos deputados - foi encaminhado à procuradoria para receber parecer no dia 10 de agosto. O parecer deve ser encaminhado ao TJ, e pede novas informações.
Ameaça
A versão original da CPI da Telefonia investigava a possível existência de um esquema de escutas ilegais no Palácio Iguaçu. O presidente das duas CPIs, Tony Garcia (PPB), já avisou que, se não for reativada a versão anterior, as apurações feitas pela primeira comissão podem ser encaminhadas ao Ministério Público.
Banho-maria
O ex-procurador-geral do Estado Joel Coimbra continua aguardando que o governador determine qual será sua nova função no Executivo. Ele permanece no governo, mas será reacomodado na estrutura administrativa. Coimbra foi demitido no dia 27 de agosto.
Estopim
O Palácio Iguaçu alegou incompatibilidade com outros procuradores. Entretanto, fontes no governo avaliam que a decisão foi tomada levando-se em conta as denúncias feitas pelo Ministério Público contra Coimbra, por improbidade administrativa.
Veto
Na sessão extraordinária de ontem, a Assembléia derrubou o veto de Lerner ao projeto do governista Geraldo Cartário (PSL) que fixa em no máximo 20% do valor do automóvel as multas fixadas pelo Detran. O governador tem 15 dias de prazo para decidir se acata o veto. Caso contrário, a Assembléia promulga a lei. Foram 35 votos contra quatro.

Preço (1)
A deputada estadual Serafina Carrilho (PL) reclamou ontem que está sofrendo retaliações do governo do Estado depois de votar contra a venda da Copel. Serafina disse que está indignada porque o governo concedeu para o Hospital Universitário de Maringá uma ambulância equipada com UTI móvel, fruto de uma emenda de sua autoria.
Preço (2)
A entrega do veículo, no entanto, será feita pelos deputados Divanir Braz Palma (PST) e Ricardo Maia (PSB), afinados com Lerner e que votaram a favor da Copel. ''Estou sofrendo retaliações de Lerner por estar com o povo'', discursou a deputada. Serafina também perdeu o mando nas indicações de cargos políticos.
Promessa
O governador prometeu ontem, durante a formatura dos 750 novos policiais militares, que os equipamentos da PM irão passar por manutenção. Ele negou que as motonetas e as câmeras instaladas em viaturas estejam virando sucata. ''Elas estão funcionando como o esperado. O que é necessário é a adequação do uso.''
Desautorizando
Já o secretário da Segurança, José Tavares, afirmou que não sabia do problema das câmeras que foram compradas há três anos e não estão sendo usadas. ''Estou esperando o relatório para saber da situação.'' Ele negou que as motonetas não devem mais ser compradas, como afirmou o comandante-geral da PM, coronel Gilberto Foltran. ''Quem disse isso não tem autoridade'', declarou.
Conversa
Roberto Requião (PMDB) esteve ontem na Renault, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A convite da montadora francesa, o senador almoçou e conheceu as instalações. Requião disse, entretanto, que o quebra-gelo não põe fim às suas dúvidas quanto ao protocolo firmado com a Renault.
Perguntinha
Gilberto Foltran se mantém, depois de admitir que as motonetas idealizadas pelo governo têm pouca serventia?

mockup