INFORME FOLHA
Costura fina
Aliados de Emília Belinati articulam a transferência da vice-governadora do PTB para o PPB. O presidente nacional do PTB, José Carlos Martinez, intensificou o lobby para afastar Emília. Martinez mantém o mesmo discurso. Alega que a permanência da vice é insustentável, uma vez que ela formalmente é casada com o prefeito cassado de Londrina Antonio Belinati. O presidente do PPB no Paraná, deputado federal José Janene, não abre o jogo. Janene disse que não foi consultado e que a decisão de aceitar a filiação cabe à direção do PPB. ''Não decido sozinho'', afirmou, acrescentando que ficaria feliz com sua entrada. Ontem, a vice apresentou em Paris o Programa Vilas Rurais, na sede da Unesco, que abriga exposição sobre o tema. De acordo com a assessoria, Emília retorna a Curitiba amanhã. Só aí é que o seu destino partidário pode ficar mais claro.
Dança (1)
O deputado Miltinho Puppio (ex-PSC) assinou ficha ontem no PPB, segundo Janene. Puppio havia sido ameaçado de expulsão pelo presidente do PSC, o ex-secretário da Fazenda Giovani Gionédis, por ter apoiado a venda da Copel.
Dança (2)
Também devem se alojar no PPB os deputados Moysés Leônidas que está sendo expulso do PSB por ter votado a favor da privatização e Max Rosenmann (PSDB). Leônidas disse ontem que ainda não decidiu futuro partidário. Pretende ir a Brasília conversar com a cúpula do PSB. Se não houver entendimento, deixa o partido.
Dança (3)
Ricardo Maia (PSB) enfrenta a mesma situação de Leônidas. E avisa que se Alvaro Dias entrar no PSB ele sai. ''Fica difícil conviver'', resumiu. Maia é governista de carteirinha. Mesmo assim, disse que o PFL partido do governador Jaime Lerner não seria opção. ''Do PFL eu não gosto'', disse o deputado.
Tadinho
Leônidas esteve em Paris mas diz não ter visto a Torre Eiffel. Ele retornou na sexta-feira passada de uma viagem patrocinada pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep), para conhecer propriedades rurais européias. ''Acordava cedo e já entrava no ônibus'', jurava ontem.
Banestado
O deputado federal Florisvaldo Fier (PT), o Doutor Rosinha, quer investigar o Banestado na CPI do Banespa, instalada em Brasília há duas semanas. O deputado encomendou à assessoria do PT nacional um estudo de viabilidade. ''Quero saber se a mesma CPI pode ter dois objetos'', disse ele.
Trâmite
Rosinha deve receber a resposta hoje. O deputado não é membro da CPI do Banespa, mas garantiu que, se for possível investigar a venda do banco paranaense, vai pedir uma suplência ao partido.
Em campanha
Depois de visitar Foz e Guarapuava no final de semana, Roberto Requião (PMDB) esteve ontem em Londrina, onde conversou com várias lideranças da região. Entre elas, o presidente da Sociedade Rural, Francisco Galli, e os vereadores Henrique Barros (sem partido) e Hélio Cardoso (PSB). Aos três, Requião pediu apoio à sua candidatura e ofereceu a sigla, caso queiram concorrer no ano que vem.
Voto
A comissão de vereadores que quer o fim do voto secreto na Câmara de Curitiba apresenta hoje à tarde o parecer do relator Jorge Samek (PT). Ele dá seu parecer final ao projeto encaminhado pelos vereadores Ney Leprevost (sem partido) e Alexandre Khury (sem partido) e pela bancada de oposição, que querem extinguir o sigilo nas votações da Câmara.
Vira-casaca
Como já era esperado, o deputado estadual Chico Noroeste (PFL) fez as pazes com o governo e voltou à condição de aliado. Ele votou com a oposição no projeto popular que impedia a venda da Copel. Ontem sinalizou recuo e está pronto para servir Lerner.
Nova tentativa
A CPI da Telefonia, que investiga denúncias de irregularidades em contas telefônicas e escutas ilegais, faz hoje pela manhã mais uma reunião no plenarinho da Assembléia. A CPI quer ouvir o presidente da Telepar Brasil Telecom, Juan Ramon Aviles, e o ex-sargento Jorge Luiz Martins, que denunciou grampos telefônicos contra sindicalistas e clientes do Banco HSBC. Ambos já foram convocados em sessões anteriores e não compareceram.
Apoio
Lideranças nacionais e estaduais do PL estiveram reunidas no último final de semana em Curitiba e anunciaram o apoio do partido à candidatura de Alvaro Dias ao governo em 2002. O apoio é incondicional e não dependerá da futura sigla partidária do senador. Alvaro enfrenta processo de expulsão do PSDB, por ter assinado requerimento pró-CPI da Corrupção.
Concorrido
O Polloshop Estação parecia convenção partidária domingo à noite. Ângelo Vanhoni (PT) na fila do cinema. O ex-secretário da Fazenda Giovani Gionédis conferindo as novidades da megaestore da Colombo.
Lástima
O presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Antonio Fermenton, classificou como ''uma lástima'', a atitude da entidade em enviar um manifesto contra o promotor José Aparecido da Cruz, para a Corregedoria do Ministério Público.
Poder limitado
Fermenton disse à Folha que foi o único a não assinar o documento de repúdio e que o caso coincidiu com o dia da sua eleição à presidência do conselho. Fermenton afirmou ainda que ao conselho cabe ''somente'' a criação de projetos para o desenvolvimento da cidade.
Perguntinha
O governo consegue manter o leilão da Copel para 31 de outubro próximo?
Vapt-Vupt
Prefeitos e técnicos das secretarias de Finanças e Planejamento de Cascavel, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Medianeira e Sarandi estiveram reunidos no final de semana para discutir a uniformização dos códigos tributários, que atualmente apresentam diferenças de município para município.
A reunião aconteceu em Cascavel. Para exemplificar a necessidade de alterações nos códigos, o secretário de Finanças de Cascavel, Luiz Frare, citou o caso de empresas construtoras. Por movimentarem altas somas, as empreiteiras geralmente optam por montar seus escritórios em municípios menores e próximos aos grandes centros urbanos.
Desta forma, podem participar de licitações e realizar obras em outras cidades, mas recolhem o ISSQN no município de origem, onde a alíquota do imposto é menor. ''Essa alíquota, citada apenas como exemplo, pode oscilar entre 0,5% e 5%.''
Leandro Donatti, de Curitiba, com Redação e sucursais





