Contestação
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) está indignada com o site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Um texto com o título ‘‘Invasões de terras e conflitos são os menores nos últimos cinco anos’’ afirma que nenhum trabalhador rural foi morto este ano na briga por reforma agrária. A CPT cita pelo menos 13 mortes. Boa parte delas ocorrida em Mato Grosso e Pará em março deste ano. No relatório elaborado pela CPT, as mortes são tratadas como assassinatos executados por pistoleiros de fazendas onde o Movimento Sem Terra (MST) está instalado. ‘‘O assassinato não é a única forma de violência contra o trabalhador rural que a CPT registra. O Pará, que está se tornando cada vez mais o barril de pólvora da reforma agrária, mostra que apenas nos últimos três meses foram presos 119 trabalhadores rurais’’, consta da nota oficial assinada por Dom Tomás Balduíno, presidente da CPT nacional.

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