INFORME FOLHA
Sem argumento
Caiu o argumento do governo do Estado. A fita cassete contendo conversa entre donos de jornais, gravada em junho do ano passado e que está em poder da CPI da Telefonia, é uma prova de que também foram feitas escutas clandestinas durante o governo Jaime Lerner (PFL). Até a divulgação do fato, o Palácio Iguaçu agarrava-se à tese de que a única prova de grampo até o momento era uma fita gravada em 1993, durante o governo Mário Pereira (PMDB). A denúncia de grampo no gabinete da ex-secretária da Administração Maria Elisa Paciornik tem sido tratada, pelo menos aparentemente, como espionagem de caráter empresarial e não política. A revelação da nova fita, com diálogos picantes, alguns deles referentes aos Jogos Mundiais da Natureza, voltou a deixar o governo em alerta. A CPI deve se valer da fita para dar sustentação ao parecer final sobre os grampos.





