INFORME FOLHA
Salvo pelo gongo
A denúncia de grampos no HSBC, detonada ontem pelo Sindicato dos Bancários, dá um folêgo, pelo menos por alguns dias, para o governo Jaime Lerner (PFL). O Palácio Iguaçu, cujo envolvimento ainda é investigado pela CPI da Telefonia, deixa em tese de ser o foco principal do noticiário e da própria comissão parlamentar. Durante quase um mês, desde o vazamento de denúncia feita pelo cabo da Polícia Militar Luiz Antonio Jordão, integrantes do primeiro escalão o secretário especial da Chefia de Gabinete do Governador, Gerson Guelmann, e o chefe da Casa Militar, Luiz Antonio Borges Vieira aparecem como suspeitos de acobertarem um esquema de escuta clandestina interna, com supostas ramificações em campanhas eleitorais de aliados e adversários do governo. Ao tomar conhecimento da denúncia contra o HSBC, o governo respirou aliviado.





