Reflexos
O PFL e o PTB estão preocupados com os efeitos da insurreição na Polícia Militar. A crise desencadeada pelas mulheres de PMs, que brigam pelo aumento salarial dos maridos, completa uma semana amanhã. A exposição da fragilidade do sistema de segurança estadual e a falta de um controle sobre o processo – as mulheres continuavam acampadas ontem em diversos quartéis do Estado – agravam o desgaste político. O dilema, que ronda não apenas os técnicos do governo mas também as esferas partidárias que apóiam o governador Jaime Lerner (PFL), é muito forte. A concessão, por exemplo, de um aumento para a PM, abre brechas para reivindicações de outros setores como a Polícia Civil e professores da rede pública, ambos ressentidos com a política salarial do governo. Num momento de dificuldade financeira, reajustes salariais passam a tornar-se item pouco palatável.

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