INFORME FOLHA
A crise se arrasta
Hoje faz uma semana que o ex-funcionário do Serviço de Inteligência da Casa Militar, cabo Luiz Antonio Jordão, com medo de levar a culpa sozinho, vazou a informação de que grampos telefônicos e escutas clandestinas são rotina no governo. A denúncia, que a princípio era investigada estritamente na esfera policial, não esfriou. Pelo contrário, tomou contornos políticos e pode se agravar ainda mais se a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o caso, averiguar com seriedade a quebra de sigilo. Nem o feriado de 1º de maio deve acalmar os ânimos. Desta vez a investigação política dos grampos não é obra exclusiva da oposição. Governistas de carteirinha como Plauto Miró Guimarães (PFL), Nelson Garcia (PFL) e Edno Guimarães (PSL) fazem parte e dão sustentação à comissão que, se não morrer na casca, pode trazer mais denúncias à tona.





