INFORME FOLHA
Herança maldita
A notícia divulgada pela Folha na edição de ontem, de que parte do dinheiro da privatização da Copel terá de ser usada pelo governo do Paraná para cobrir o mico dos precatórios junto ao Itaú, o novo dono do Banestado, promete movimentar os bastidores da política paranaense. O débito, envolvendo títulos podres emitidos para pagar créditos garantidos por decisão judicial, é novamente um prato cheio para a oposição. O mico dos precatórios é coisa antiga, vem desde 1996 quando a Banestado Leasing adquiriu papéis, cujo resgate tornou-se impossível com o passar dos anos. O acordo feito com o Itaú, prevendo a utilização de dinheiro obtido com a venda da Copel para cobrir a caução de R$ 415 milhões assumida na operação, é nitroglicerina pura. O dinheiro a ser dispensado representa quase 40% dos R$ 1,5 bilhão que o governo estima receber com a privatização.





