Por etapas
A reforma administrativa articulada pelo governador Jaime Lerner (PFL) passa pelo controle da base aliada do governo na Assembléia. Hoje, emissários do Palácio Iguaçu voltam a negociar com os aliados que criticam a privatização da Copel em troca de benefícios. O governador não estaria disposto a extinguir secretarias, por exemplo, sem antes ter a garantia de que tem 32 dos 54 parlamentares nas mãos. O número dá tranquilidade para o governo se movimentar e aprovar toda e qualquer matéria de seu interesse. Alguns aliados já eram considerados ontem como cartas fora do baralho. Dentre os quais, Marcos Isfer e Cesar Silvestri que, recentemente, trocaram o PFL e o PTB, respectivamente, pelo PPS de Rubens Bueno, que já se posicionou contra a privatização. Para o governo só uma coisa é certa: para dominar a base terá de fazer concessões. A reforma é um ingrediente deste processo.

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