INFORME FOLHA
Mexendo os pauzinhos
Já tem político no Paraná interpretando as atitudes do senador Osmar Dias, principalmente as declarações que ele deu à Folha anteontem, de que não mantém contato com Wagner Pacheco, seu suplente ao Senado e advogado de Luis Antônio Paolicchi, e que a indicação de Pacheco para o posto, na eleição de 1994, foi de responsabilidade do irmão Alvaro Dias. Ele está querendo complicar o irmão e ficar como o nome natural do PSDB para a sucessão em 2002, avalia uma fonte tucana. Osmar não esconde nos bastidores que o seu sonho é ser governador do Paraná. Sair ileso do escândalo financeiro envolvendo dinheiro público de Maringá, e deixar os adversários políticos na fogueira, seria a melhor estratégia. O apoio de Osmar, manifestado à oposição anteontem, para que a bancada adote o caso como bandeira política, mesmo sabendo que o irmão é um dos mencionados por Paolicchi, é outra evidência.





