INFORME FOLHA
Pegando fogo
Na ausência de Jaime Lerner (PFL), o clima no governo esquentou. A decisão anunciada pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), de adiar o início das aulas nas escolas municipais, confrontou dois grupos: a turma que cuida da imagem política do governo e a turma dos técnicos que cuida do caixa do governo. Para a ala mais preocupada com o projeto político de Lerner, de ser candidato em 2002, encerrar a polêmica em torno do transporte escolar e do salário-educação era questão de honra, nem que para isso houvesse a necessidade de concessão financeira. Enquanto pela ala mais técnica não se aventava a possibilidade de ceder ao apelo dos prefeitos. Corre nos bastidores que, para acabar com o mal-estar, a vice-governadora Emília Belinati (PTB) teve de entrar no circuito e avocar a condição de governadora interina. Desde então, ela estaria acompanhando de perto o processo.





