Mote de campanha
Assim como foi a venda do Banestado nas eleições municipais de outubro do ano passado, a privatização da Copel promete ser o grande mote da campanha eleitoral de 2002, quando será eleito o novo governador do Paraná. O PMDB, o PSDB e o PT, os três maiores partidos que fazem oposição ao governo do Estado, têm consciência de que este será um grande filão político, apesar de a entrega da estatal, para a iniciativa privada, estar prevista para ocorrer este ano, meses antes do processo eleitoral. Roberto Requião (PMDB), dos três senadores que fazem oposição ao governo do Estado – Alvaro e Osmar Dias são os outros dois – é o que mais bate na política privatizante instalada no Paraná. Como se não bastasse, o governo enfrenta a resistência até daqueles que são considerados aliados. O ex-governador José Richa e o diretor Itaipu, Euclides Scalco, são críticos ferrenhos da venda da Copel.

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