Bomba-relógio
A trégua de quatro meses entre Incra, sem-terra e Secretaria de Segurança está sendo vista por setores do governo do Estado como uma bomba de efeito retardado. O acordo, que prevê o assentamento de 2,1 mil famílias e a relocação de outras 2 mil em áreas invadidas, hoje com mandados de reintegração expedidos, só vai se concretizar se a União liberar recursos para o Incra cumprir essas metas. O problema é que neste ano a superintendência regional só recebeu as verbas de 2000 em julho. E só agora está realizando os primeiros assentamentos. Se este cenário repetir-se, é consenso dentro do Palácio Iguaçu que a prioridade é cumprir as reintegrações dos imóveis. Com isso, o tema reforma agrária volta a se politizar e alterar os ânimos. ‘‘E o governo vai ser de novo a figura má deste processo’’, comparou ontem um integrante do governo que prefere não se identificar.

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