Pólvora seca
A indicação do médico-legista Wagner Luiz do Nascimento para assumir o cargo de diretor do Instituto Médico-Legal (IML) já está gerando descontentamento entre os funcionários da instituição. Nos bastidores, uma ala ameaça entrar com ações judiciais para anular a decisão tomada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. Na Associação dos Médicos-Legistas do Paraná, ninguém, entretanto, fala abertamente sobre o assunto. Mas o presidente Carlos Roberto Facin admitiu que a indicação de Nascimento pegou todos de surpresa. Ele disse que a indicação foi ilegal pelo fato de Nascimento ser médico-legista de segunda classe e ter ocupado cargo de chefia durante a administração de Francisco Moraes e Silva, afastado por suspeita de irregularidades administrativas, que vão desde a falsificação de laudos médicos até a comercialização de órgãos de cadáveres.

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