Tempo quente
A decisão do governador Jaime Lerner de adiar o leilão do Banestado, marcado para o próximo dia 17, causou mal estar em alguns setores do primeiro escalão do governo. A mudança de data vai ao encontro do cronograma idealizado pelo secretário de Fazenda, Giovani Gionédis. O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, que vem defendendo nos últimos dias a mudança dos prazos, tem o seu pedido atendido e o clima está pesado no Palácio Iguaçu. Um dos motivos do adiamento, ventilado ontem nos bastidores do poder, era de que o governador está realmente preocupado com os reflexos da privatização em pleno segundo turno em Curitiba. A venda do Banestado tem sido um prato cheio para a oposição criticar a política desestatizante do governo. Qualquer erro no decorrer do processo pode comprometer a eleição.

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