Lerner viveu ontem um dos piores dias de seu governo, desde que assumiu pela primeira vez em janeiro de 1995. O pedido de prisão de ex-diretores e de empresários envolvidos no escândalo da Banestado Leasing e a constatação de um rombo médio de R$ 350 milhões quebraram um silêncio de um ano e meio. A última notícia do processo, envolvendo o filho do deputado federal Joaquim dos Santos Filho e ex-diretor da Leasing Oswaldo Magalhães dos Santos, foi em março de 1999, quando o promotor Luiz Fernando Delazari obteve na Justiça autorização para quebrar o sigilo de Oswaldinho, morto em setembro de 1998 num trágico acidente automobilístico. O rombo, pago com o dinheiro do saneamento do Banestado, é o dobro do desvio das obras do TRT de São Paulo e muito maior que os R$ 16 milhões do caso AMA-Comurb que cassou o prefeito de Londrina Antonio Belinati (PFL).

A distância

mockup