Informe Folha Os erros de ‘Veja’ O ex-senador e ex-ministro José Eduardo de Andrade Vieira recebeu ontem sem surpresa nota publicada na última edição da revista ‘Veja’, na coluna ‘Holofote’. A nota diz que José Eduardo estaria empenhado na publicação de um livro sobre a participação do Banco Central na venda do Bamerindus e fala em informações de bastidores da política paranaense dando conta de que ele seria candidato a prefeito de Londrina. ‘Veja’, segundo ele, é reincidente neste tipo de postura. ‘‘Ambas as informações são mentirosas, para dizer o mínimo’’, afirmou ontem José Eduardo. Ele diz que em nenhum momento foi procurado por repórteres de ‘Veja’, e questionou: ‘‘A serviço de quem está a revista ao plantar uma nota sem o menor fundamento? Querem me intrigar com alguém ou estão empenhados em satisfazer interesses de terceiros?’ Falta de ética José Eduardo diz ainda que não está escrevendo livro nenhum e nem está filiado a qualquer partido político. Mais: ‘‘Os jornalistas não tiveram sequer o cuidado de verificar o meu domicílio eleitoral. Se o tivessem feito, descobririam que é São José dos Pinhais, e não Londrina, o que só reforça minha certeza de que a revista publicou a nota com intenções escusas’’. Má-fé ‘‘Os três jornalistas que assinam a coluna deveriam ser trocados por um que tivesse um mínimo de senso ético e profissional. O outro lado não foi ouvido, e isso em jornalismo nós costumamos classificar de má-f钒, assinala o ex-senador. Calúnia Nos últimos dez anos, a revista ‘Veja’, segundo José Eduardo, publicou diversas notas ‘‘falsas e mentirosas’’ contra ele e a instituição bancária que presidia. ‘‘Uma revista do porte de Veja não deveria se prestar a este papel, e sim transmitir informações corretamente apuradas a seus leitores.’’ Sem surpresa ‘‘Estou em uma nova atividade empresarial, não cogito me candidatar a nada e vou transferir, sim, meu título de eleitor, mas para Joaquim Távora – onde resido. Portanto, qualquer informação contrária a isso é caluniosa e serve a interesses nebulosos. Em se tratando de Veja, realmente não me causa nenhuma surpresa’’, emenda José Eduardo. Leilão O Shopping Todeschini, que está em poder do Banestado, vai a leilão no próximo dia 22. O lance de abertura para a compra do shopping será de R$ 2,056 milhões. O comprador terá prazo de 10 anos para pagar o imóvel. Além do Todeschini, o Banestado põe à venda outros 872 bens em seu poder, cujos lances mínimos somados chegam a R$ 34 milhões. Não quer O presidente estadual do PFL, ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, disse ontem que não tem interesse algum em ficar com a pasta de Rafael Greca, caso o paranaense caia, como cogitam alguns jornais de circulação nacional. ‘‘O Greca é o nosso representante e tem nosso absoluto apoio. Não quero ser ministro’’, observou ele. Xilindró O vereador Agenor Polles (PL), de Cascavel, foi detido pela Polícia, no final de semana, sob acusação, de um dono de bar, de que havia pedido moedas para jogar no caça-níquel e não querer pagar a conta de R$ 180,00. Polles, porém, assegura que estava em ‘missão’, investigando denúncia de eleitores de que o caça-níquel tinha ‘problemas’. Contra o vereador foi lavrado apenas um ‘termo circunstanciado’. Do contra Se depender de Tony Garcia (PPB), não sai CPI da Assembléia para investigar o narcotráfico no Estado sob hipótese alguma. O deputado manifestou a sua ojeriza à idéia, defendida com unhas e dentes pela oposição. Segundo Tony Garcia, discursos inflamados não passam de ‘marola política’. Cautela Tato Taborda disse ontem que o governo não é contra a transformação da CEI da Assembléia em CPI estadual do narcotráfico. Porém, acha que não pode haver superposição de competências. Ou seja, a Assembléia não deve meter o bedelho em atividades inerentes à competência do Ministério Público. ‘‘Quanto menos se pulverizar, melhor a investigação’’, analisou. Panfletagem O presidente municipal do PMDB, ex-deputado Maurício Requião, fez panfletagem ontem em Curitiba, em protesto contra a dívida municipal. Cobrança Já o irmão de Maurício protestou contra os jornalistas. Formado em Jornalismo, mas sem ter nunca exercido a profissão, Requião quer saber por que ninguém ainda ouviu Lerner sobre o envolvimento da polícia com o narcotráfico. E acusou ainda a imprensa de condescendência com o secretário da Segurança. O senador esqueceu-se que Lerner chegou dos EUA na última sexta-feira e somente ontem fez, na Estrada Boiadeira, sua primeira aparição em público. Quanto ao secretário, a condescendência não foi da mídia, mas da CPI que lhe poupou durante depoimento. Visita O ex-prefeito de Londrina Dalton Paranaguá visitou ontem a Folha e disse que está colocando seu nome à disposição do PMDB para uma eventual candidatura a prefeito. Ele estava filiado ao PSDB, mas deixou a sigla em 1999, alegando ‘‘não ter vocação para tucano’’. ‘‘Sou homem de oposição’’, afirmou Paranaguá, prefeito de 1969 a 1973. Perguntinha A comissão especial, criada ontem pelo governo para medir o grau de envolvimento de setores da Segurança com o narcotráfico, não vai punir apenas policiais civis, ou vai? Vapt-Vupt • Saiu equivocadamente no Informe de sábado passado que foi com o start de Aníbal Khury que o governo do Estado preparou a nomeação de Ricardo Noronha para a Delegacia Geral da Polícia Civil. O deputado já tinha morrido quando Noronha foi designado. • O mando de Aníbal Khury sobre a polícia do Paraná sempre foi tão evidente que mesmo depois de morto fica na memória das pessoas a sua influência. • No caso de Ricardo Noronha, em específico, o ex-presidente da Assembléia tinha sérias divergências. Quando em vida, impediu sua nomeação pelo menos duas vezes para a Delegacia Geral da Polícia Civil. Na primeira vez, foi conduzido o ex-delegado geral Arthur Braga e na segunda, com o dedo de Khury, Newton Rocha. De Curitiba, com redação e sucursais

mockup