Informe Folha Antecipação contestada O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, vai ter de explicar ao Banco Central as antecipações de ICMS feitas junto à Petrobras para cobrir furos de caixa. O secretário fala com o diretor para assuntos de Estados e Municípios do BC, Carlos Freitas, depois do Carnaval. A informação de que o Paraná antecipa o recebimento de tributos, que tomou conta da mídia nacional, foi antecipada pela Folha em janeiro deste ano. Em 1998, o Paraná antecipou R$ 212 milhões em ICMS. Além da Petrobras, o governo fez operação semelhante com a Coca-Cola e Cimentos Portland. Relatório do Tribunal de Contas estima que as operações representaram uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 40 milhões, por conta de juros. O volume total antecipado em 1999 não é divulgado pelo governo. O que se sabe é que só com a Petrobras foram obtidos R$ 160 milhões. Dos quais, R$ 80 milhões foram para ajudar a pagar o 13º salário do funcionalismo em dezembro. Criatividade Gionédis disse à época que a antecipação foi a ‘solução criativa’ encontrada pelo Estado para não atrasar o pagamento do funcionalismo público. Já o Banco Central alega que são operações questionáveis que ferem o ajuste fiscal e prejudicam os municípios, que ficam sem ver suas parcelas do dinheiro antecipado. Farpas O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) foi o mais ácido crítico à prática do governo. Segundo ele, a antecipação é prejudicial porque compromete créditos futuros de governos futuros. Gionédis rebateu as críticas com documentos, assinalando que no governo Alvaro Dias (PSDB) – do qual Hauly respondeu pela Fazenda – antecipações de receitas eram uma prática bastante comum. Mesma linha O ‘Estadão’ dá conta que os governos de Pernambuco e de Mato Grosso do Sul também adotam o mesmo sistema do Paraná e antecipam ICMS junto a empresas que estão instaladas em seus Estados. Alerta O prefeito de Iretama, Same Saab (PSDB), presidente da Associação dos Municípios do Paraná, está de olho nas antecipações de ICMS. Já colocou sua assessoria em campo. O dirigente quer saber se o governo do Estado não está se apropriando do quinhão cabível aos municípios para cobrir déficits financeiros de última hora. Cônsul 1 Movimentação geral da Delegacia de Homicídios de Curitiba. O delegado titular Fauze Salmen – o mesmo que procurou e não achou o projétil disparado contra a Assembléia na vinda da CPI do Narcotráfico – passou a madrugada tentando encontrar os garotos de programa suspeitos da morte do cônsul de Portugal no Paraná, Miguel José Fawor. Ele visitou todas as boates gays da cidade. Ontem à tarde, as buscas ao corpo continuavam. Cônsul 2 No Consulado, a confusão não era menor. Os funcionários de Fawor tiveram de cancelar na última hora uma programação oficial com autoridades portuguesas, vindas a Curitiba para cumprir agenda oficial envolvendo o calendário dos 500 anos de Descobrimento do Brasil. Os portugueses queriam estreitar as relações com a comunidade paranaense. Mas depois do incidente, não tinha clima para mais nada. Sugestão Bombardeados pelas notícias de corrupção e envolvimento da Polícia Civil no narcotráfico, um ouvinte da CBN mandou um recadinho para a emissora, que debatia a história do Carnaval com antigos carnavalescos: ‘‘É bom deixar de lado a malandragem da polícia para ouvir um pouco sobre a saudosa malandragem dos bailes e brincadeiras de Carnaval’’. Serpentina Salvo prisão de última hora, o ex-delegado geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes Noronha, acusado pela CPI do Narcotráfico de comandar um esquema envolvendo droga na corporação, passa o feriadão do Carnaval pulando. Não na folia, mas de esconderijo em esconderijo para não ser capturado pela Polícia Federal. Já sabia O deputado federal Max Rosenmann (PSDB) diz que sabia há muito tempo que Curitiba estava envolvida na rota da droga. Ele diz que já batia na tecla desde 1996 (ano em que concorreu a prefeito e acabou derrotado por Cassio Taniguchi), mas nunca foi levado a sério. Pelo contrário, alega que foi criticado por estar pintando uma Curitiba com mazelas. ‘Cabeça’ Gustavo Fruet (PMDB) defende a demissão de Cândido Martins, depois da passagem da CPI pelo Estado. Segundo o deputado, Lerner deveria ter cancelado a sua viagem aos Estados Unidos para renovar a equipe. ‘‘O quadro geral é de anomia, de ausência de normas e de regras’’, avalia. Pré-lançamento Tem peemedebista que garante: será em abril o pré-lançamento da candidatura de Fruet à Prefeitura de Curitiba. O deputado estaria mais disposto do que nunca a enfrentar o desafio, desde que o senador Roberto Requião fique fora do páreo. Caso contrário, hipoteca apoio ao senador. Movimentação O pré-lançamento de Maurício Fruet está movimentando os setores do PMDB que defendem como alternativa a Requião o nome do ex-deputado federal Maurício Requião, um dos irmãos do senador. Sondagem informal feita pelo grupo junto às zonais da capital dá conta de que Maurício tem o apoio da maioria do partido. Os aliados de Fruet dizem exatamente o contrário. Perguntinha Será que depois de tudo o que se viu sobre narcotráfico na semana, tem algum deputado estadual com coragem para negar a transformação da CEI da Assembléia em CPI? Vapt-Vupt • Curitiba vai ter mais uma faculdade de Direito. O Ministério da Educação autorizou anteontem, em Brasília, o funcionamento da Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas do Complexo de Ensino Superior do Brasil. • De acordo com a portaria baixada pelo ministro da área, Paulo Renato Souza, o novo estabelecimento de ensino curitibano poderá oferecer até 240 vagas do curso ao ano, com turmas de no máximo 40 alunos. A faculdade está ainda autorizada a abrir inscrições para vestibular. Mais advogados sendo despachados num mercado que já está saturado. • Humor negro sobre o tiro disparado contra a Assembléia, quando da vinda da CPI: ‘‘O autor do disparo é o mesmo que tentou contra a vida do secretário da Segurança (quando seu carro foi alvejado de balas em 1997)’’. De Curitiba, com redação e sucursais

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