Informe Folha








Mudança de proposta
O governo do Estado não quer mais a antecipação de uma só vez dos 23 anos de royalties que tem a receber da Usina de Itaipu. A bancada federal do PFL vazou o conteúdo da nova proposta que repousa sobre a mesa do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Segundo relato de deputados, o Paraná pleiteia junto à União o recebimento de crédito referente a três anos em um, o que representaria à previdência estadual repasses mensais de R$ 70 milhões, em doze vezes. Nos dois últimos anos da administração Lerner, 2001 e 2002, o governo federal suspenderia o repasse dos royalties, passando a responsabilidade para o Estado, que capitalizaria a ParanáPrevidência com recursos da privatização da Copel. Terminada a gestão, a capitalização da previdência voltaria a ser feita com royalties. O valor do repasse, previsto para esta fase, que duraria mais ou menos 15 anos, dependeria de um cálculo atuarial.



Clima zen
A reunião dos governadores, que acontece nesta sexta, não será nenhum ‘ringue’ para discutir a guerra fiscal ou qualquer disputa interna no PFL pela presidência em 2002. A garantia foi dada ontem por Lerner, depois de lançada a pedra fundamental da Cisa. ‘‘A mídia acha que vamos brigar, mas existe entre nós respeito e amizade’’, observou o governador, numa referência indireta a Mário Covas (PSDB), de São Paulo, e a Roseana Sarney (PFL), do Maranhão.
Susto
Quando chegou de helicóptero, pontualmente às 14 horas, no pátio da CSN, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, Lerner levou um susto. Pensou que iria encontrar apenas uma pedra-símbolo representando o início da instalação da Cisa no Estado. Mas o governador deparou-se com uma gigantesca estrutura montada para acomodar as autoridades convidadas.
Afinados
O presidente do Conselho de Administração da CSN, Benjamin Steinbruch, concordou com cada palavra dita por Lerner sobre a guerra fiscal. O empresário também é favorável à concessão de incentivos. ‘‘O Paraná está fazendo a sua parte e a conquista da CSN aconteceu por mérito próprio’’, declarou Steinbruch.
Mais lenha
‘‘Estamos fazendo o nosso saco de maldades para rebater o Covas.’’ Do subsecretário de Planejamento da Bahia, Armando Avena, durante o fórum que discute a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o subsecretário, é cômodo para São Paulo impedir os outros Estados de concederem incentivos. ‘‘A cadeia industrial deles é completa. Incentivar uma indústria abre precedentes para outras reclamarem benefícios similares’’, ponderou.
Lacunas
‘‘Para a Bahia e para o Paraná isso não acontece. Existem lacunas que nos permitem conceder incentivos’’, argumentou Avena.
Perguntinha
O procurador da República Luiz Francisco de Souza traz novas denúncias contra Greca, amanhã, durante depoimento à comissão mista do Senado e Câmara dos Deputados?

Banho-maria
Não deu em nada a conversa dos pefelistas ontem à tarde, em Brasília, com Inocêncio de Oliveira, o líder do partido na Câmara dos Deputados. O deputado federal pediu mais tempo para os aliados de Lerner. Inocêncio de Oliveira depende de Malan e do presidente para dar uma posição oficial sobre os royalties.
Pá de cal
‘‘A declaração do ACM foi uma pá de cal em Greca.’’ Comentário de um deputado do PFL, ontem, sobre a fala do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) dando como certa a permanência do ministro Rafael Greca (PFL) somente até abril.
Homenagem
A Folha de Londrina/Folha do Paraná será homenageada na Câmara dos Deputados, em Brasília, pela passagem de seus 51 anos. Proposta do deputado federal Alex Canziani (PSDB). A data da sessão solene ainda não foi agendada. ‘‘A Folha é guardiã dos interesses paranaenses’’, argumenta o deputado, representante de Londrina no Congresso.
Caça-verba
Tentando garantir seu quinhão, Foz do Iguaçu recebeu com pompa e circunstância, em um jantar no último sábado, o relator do milionário Plano Avança Brasil, o deputado federal Renato Vianna (PMDB-SC). O prefeito Harry Daijó (PPB) apresentou os principais projetos de desenvolvimento do município, cujos eixos são o turismo e o transporte intermodal.
Língua solta
Programa de Berto Silva, na tevê a cabo SOT, de Cascavel, anteontem. Enquete para ver quem sabia o que é ‘achaque’. Um ouvinte ligou e arriscou: ‘‘É aquela coisa de dor de cabeça (enxaqueca)?’’. No estúdio, sem saber que estava no ar, o secretário de Comunicação do município, Júlio César Fernandes, deixa escapar: ‘‘O povo é burro mesmo...’’ Turbilhão de ligações criticando o secretário, que teve de pedir desculpas logo em seguida.
Outros tempos
Aos 89 anos, Flora Munhoz da Rocha, a mulher do ex-governador Bento Munhoz da Rocha, não vê com bons olhos as mudanças arquitetônicas em curso no Centro Cívico, em Curitiba. ‘‘Acho que há certas coisas que não podem ser modificadas, pois fazem parte do patrimônio. Aliás, dia desses fui ao Palácio Iguaçu e fiquei muito triste. Está inteiro mudado por dentro e aquilo havia sido feito pelo melhor decorador do Brasil na época.’
Não é clube
‘‘Com que direito mexem? Acho que tudo aquilo deveria ter sido tombado... Me dá tanta tristeza que eu prefiro nem ir mais até lá... E agora, para que fazerem estas quadras de esportes? Aquilo lá é Palácio, não é clube’’, completa Flora Munhoz da Rocha.

Vapt-Vupt
• Hauly Jr. é o nome que consta de um adesivo que já está circulando em vários carros para aquecer a campanha eleitoral em Londrina. Não se trata de nenhum filho de Luiz Carlos Hauly, mas de um sobrinho. Na opinião do tio, a candidatura precisa ser bem discutida.
• Márcio Artur Matos, deputado federal do PT, diz que o recesso parlamentar é ‘‘uma vergonha nacional’’. Argumento: ‘‘Se o trabalhador brasileiro tem 30 dias de férias por que então o privilégio para o Legislativo e o Judiciário?’’
• Alvaro Dias (PSDB) não só questiona a privatização das rodovias federais no Paraná como faz questão de lembrar que, quando foi governador, investiu US$ 100 milhões em receitas públicas do Estado para melhoramento e duplicação de rodovias. Garante que não ficou dívida.
De Curitiba, com redação e sucursais