INFORME FOLHA
Governo paralelo
Álvaro Dias está implantando na Telepar um ritmo de ‘governo paralelo’. Tem viajado ao interior para expandir serviços da empresa num estilo que não deixa dúvidas do seu objetivo maior: voltar ao Palácio Iguaçu. Ontem, Apucarana registrou um exemplo da ‘campanha’. O prefeito Carlos Scarpelini (PPB) usou a visita para fazer campanha rasgada de Álvaro ao governo do Estado. ‘‘Hoje, só a capital e o sul do Estado têm governador. Está na hora de voltarmos a ter um governador. E Álvaro Dias deve ser o candidato do interior’’, anunciou no palanque, antes de o próprio Álvaro discursar. O mestre de cerimônias pegou carona e faturou: ‘‘Agora a palavra de Álvaro Dias, nosso futuro governador.’’ Palmas para ele e para Scarpelini.Campo minado
Antes de ir a Apucarana, Álvaro ouviu em Londrina o prefeito Antonio Belinati (PDT) voltar a criticar a falta de investimentos do governo do Estado no interior. Também foi aplaudido.
Palavras
À Folha, Álvaro disse que é cedo para anúncios. ‘‘Eu me sinto constrangido em falar disso por estar numa atividade administrativa.’’ Quando assumiu a Telepar, anunciou que sai para a disputa em 98. Só não disse a quê.
Sondando terreno
O senador José Eduardo Vieira (PTB) tem reservado os finais de semana para andanças no interior do Estado e tem sentido ‘terreno fértil’ nos estímulos para buscar o governo em 98. A resposta ele tem deixado no ar. ‘‘É cedo para uma decisão desse porte’’, desconversa.
Argumentos
O que mais José Eduardo tem ouvido nos contatos regionais é que já se conhece o estilo e o trabalho dos candidatos de que mais se fala - Lerner, Requião e Álvaro. A maioria diz preferir apostar em gente nova para o posto.
Peso pena
‘‘Está difícil segurar o Greca. Ele quer entrar no PFL antes de Lerner.’’ Comentário de Abelardo Lupion, dia desses, no Noroeste, ao garantir que se fosse pelo chefe da Casa Civil, sua ficha já estaria assinada. ‘‘Mas queremos fazer um auê com o grupo inteiro do Lerner’’, freia Lupion, que jura ser ‘‘irreversível’’ o ingresso do governador no PFL.
Quem? Eu?
Campanha, campanha, administração à parte. Quando candidato a prefeito, Antonio Belinati prometeu não permitir a construção de uma cadeia no Jardim Acapulco. Promessas ao léu. Ontem ele sancionou o projeto do vereador Salvador Francisco (PSDB) que autoriza a construção da cadeia provisória no bairro.
Corte de arestas
Depois de mandar um recado para os deputados de que a caneta do Banestado é dele, Manoel Garcia Cid foi almoçar ontem com o presidente da Assembléia, Aníbal Khury. Conversa vai, conversa vem em clima de entendimento. Mas ao final, Khury continuou garantindo que mantém o projeto que exige um referendo da Assembléia a toda escolha de presidente e diretores do Banestado.
Reconhecimento
Rafael Dely soube ontem que ganhou o prêmio Habitat-96 da Building The Social Housing Fundation. O secretário da Habitação inscreveu o trabalho sobre uma visão humanística de habitações populares no contexto urbano.Conjuntivite
Xingado de ‘‘jacu’’ pelos repórteres fotográficos por ter se colocado em frente do foco na chegada do casal imperial do Japão a Curitiba, o chefe do Cerimonial do Palácio Iguaçu confirmou a pecha no dia seguinte. Eduardo Guimarães e a mulher recepcionaram Akihito e Michiko no Jardim Botânico de óculos escuros.
Gafe
Ou o chefe do Cerimonial e a mulher estavam acometidos de conjuntivite ou acreditaram no folclore de que não pode fitar o imperador.
Ponto de vista
O vereador Jaci Aguiar (PDT) parou aos berros a sessão de ontem da Câmara para dizer a um repórter que ‘‘enteado não é parente’’. Foi ao responder sobre apadrinhamentos na Companhia Municipal de Urbanização. A lista sobre os 212 demitidos da Comurb sugere que Aguiar indicou pelo menos quatro pessoas. Uma é sua enteada.
Padrinhos
Os comentários ontem na Câmara davam conta que o vereador Orlando Soares Proença, o Bonilha (PDT), também indicou vários nomes para a Comurb e que os ‘campeões’ de indicação seriam ele e Aguiar. Bonilha chegou a dizer pela manhã que seria o novo presidente da Comurb.
Panos quentes
‘‘Político não pode ser cem por cento honesto’’, argumentava o líder do prefeito, Renato Araújo (PPB). Ao comentar sobre as contratações irregulares na Comurb que causaram o pedido de exoneração do presidente da autarquia, Cléber Tóffoli, e a demissão de 212 servidores. Todos entraram sem concurso. ‘‘Para administrar uma prefeitura é preciso, muitas vezes, passar por cima da lei’’, pregou Araújo.
Ruminância
Alguns funcionários do HSBC Bamerindus radicalizaram para cumprir uma das normas de higiene baixadas nos últimos dias. No que se refere à parte do ‘‘bom hálito’’, agora eles se garantem com goma de mascar. Mas, se o chicletes ameniza a situação, a ruminância tromba com a estética do bom atendimento.Vapt-Vupt
q O advogado Anfilófio Pereira está feliz. Depois de nota no Informe de domingo, a Telepar se apressou em reconhecer e corrigir um erro que pôs seu telefone mudo.
q Já o comandante da Delegacia do Consumidor, Luiz Alberto Cartaxo, chora a falta de estrutura telefônica para atender à demanda: um só telefone e alguns ramais para um prédio de sete andares. A crise de infra foi agravada ontem, quando Cartaxo tentava controlar os protestos dos compradores de linhas telefônicas da Montage, que faliu e deixou todo mundo na mão.
q O presidente, Toshikuza Kawamura, e a vice, Tereza Hatue de Rezende, da Comissão de Festejos Comemorativos da vinda do casal imperial ao Paraná cumprimentam a equipe da Folha ‘‘pela excelente cobertura dada à visita imperial’’.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais

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