Informe Folha








Privatizações vinculadas
A direção do Banestado está de olho no cronograma de privatização do Banespa, cujo leilão está marcado para 16 de maio, conforme publicação em Diário Oficial. Da venda do banco paulista depende o destino do Banestado, que também caminha rumo à privatização. Reinhold Stephanes tem dito que o banco paranaense só será vendido depois de passados pelo menos seis meses do leilão do Banespa. O tempo, segundo o presidente do Banestado, é necessário para recompor o mercado financeiro. Os compradores em potencial do Banespa são os mesmos compradores em potencial do Banestado: Unibanco, Itaú, Bozzano Simonsen e Bradesco. No governo Jaime Lerner (PFL), a expectativa é de que o Banestado seja vendido para um desses bancos a um bom preço. Segundo avaliação interna da direção, quem não conseguir comprar o Banespa voltará seus interesses para a compra do Banestado.



Volta olímpica
O tucano Alvaro Dias voltou da Austrália, no fim de semana que passou, encantado. E não foi com os cangurus australianos. Mas com o centro olímpico que está sendo montado em Sydney, para as Olimpíadas do ano 2000. ‘‘A vila olímpica é deslumbrante. De repente, até me classifico para disputar uma medalha em setembro’’, brinca o senador.
Pressão
Faep e Ocepar querem que o governo do Estado tome uma posição urgente contra o aumento das tarifas do pedágio. Levantamento feito pelas entidades revela que, só no transporte de grãos, R$ 56 milhões, que iriam para os produtores, passam a ser abocanhados pelas concessionárias.
Coisa antiga
O cai-não-cai do ainda superintendente do Porto de Antonina, Edmund Fatuch, não é coisa recente. A queda-de-braço entre o presidente da Assembléia, Nelson Justus (PTB); e o secretário do Governo da Prefeitura de Curitiba, Marcos Isfer (PFL), vem de outubro de 1998, passadas as eleições para deputado. Isfer, que quer emplacar um aliado no lugar de Fatuch, se diz o dono do pedaço por ter feito mais votos que Justus no litoral.
Aversão
Não convidem para a mesma mesa o secretário de Obras, Augusto Canto Neto, e o prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto, ainda mais achando que os dois são parentes por terem o mesmo sobrenome. Os dois nunca se bicaram.
Confusão à vista
Se não deixar a liderança do PMDB na Assembléia em fevereiro, como prometeu, Orlando Pessuti terá problemas para conviver com os colegas de partido. Nereu Moura ficou empolgado a sua possível renúncia e ontem já se colocava como candidato ao cargo. Em troca, dá apoio para Pessuti ser o líder da oposição. A eleição do novo líder do PMDB será no litoral, num jantar oferecido por Antonio Anibelli, no dia 25, em Guaratuba.
Perguntinha
Depois do aumento do pedágio, mais alguma novidade para os paranaenses?

Menos espaço
O Paraná perdeu mais um cargo no governo federal, além de Ibrahim Fayad que respondia pela Secretaria de Política Agrícola. Na semana passada, a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça exonerou Nelson Luis D’Albuquerque Júnior (PFL), que ocupava o cargo de diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor desde 1995. A sua cadeira será ocupada por um paulista.
Atraso
Se a popularidade de Lerner não anda bem, ficou pior depois da cerimônia de abertura da 18ª Oficina de Música de Curitiba, no Teatro Guaíra, anteontem à noite. A platéia que lotou o teatro para ver a apresentação da Camerata Antíqua levou um chá de cadeira de quase uma hora, por conta do atraso do governador.
Própria pele
O ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL), e a presidenta da Fundação Cultura de Curitiba, Margarita Sansone, foram mais astutos: chegaram dentro do horário. Mas também sentiram na pele como é desagradável ter de esperar para o show começar.
Maldade
Veneno que corre na cidade sobre o sonho de Greca de suceder Lerner na eleição de 2002: ‘‘Greca é bissecular. Foi o prefeito (de Curitiba) dos 300 anos. O ministro, dos 500 anos (do Brasil). De repente, daqui a 200 anos talvez seja o governador (do Paraná).’’
Sem padrinho
O deputado-pastor Edson Praczyk perdeu um de seus padrinhos políticos. O ex-deputado e presidente nacional do PL, Álvaro Valle, que morreu anteontem no Rio de Janeiro, vítima de câncer, foi o responsável pela dissolução do diretório do partido no Paraná, para acomodar Praczyk no lugar sempre ocupado pela família de Horácio Rodriguez.
Posse
Quiélse Crisóstomo reassume a presidência do Tribunal de Contas hoje às 15 horas, em Curitiba. Salvo imprevisto de última hora ou estratégia para driblar os jornalistas sedentos para uma análise sobre as pesquisas Vox Populi e Datafolha, Lerner comparece à solenidade, que empossa ainda o cunhado Henrique Naigeboren, como vice-presidente, e Nestor Baptista, como corregedor geral.
Troca-troca
Há quem garanta que o ‘‘acordo branco’’ entre PFL e PSDB pode ser reeditado em 2002, mas trocando as posições. Nesta hipótese, o PSDB lançaria Alvaro Dias como candidato ao governo e o PFL, Lerner, para uma das vagas ao Senado. A tese tem sido defendida por governistas preocupados com a popularidade do governador, que, de acordo com as últimas pesquisas de opinião, não sustenta uma candidatura à Presidência.

Vapt-Vupt
• Não é exclusividade de alguns deputados a técnica de pagar altos salários para funcionários de gabinete e ficar com a maior parte do dinheiro, num exercício contábil, para mascarar seus ganhos. Tem alto graduado no Tribunal de Contas fazendo a maquiagem escancaradamente.
• Na última vez que tentou confiscar o salário de uma funcionária, entretanto, se deu mal. A moça pediu demissão e escapou com o dinheiro. Mandou seguranças pessoais para reaver parte do dinheiro que lhe cabia.
• Orlando Pessuti tem audiência hoje em Brasília com os senadores do Paraná. O deputado fala com os três sobre reforma tributária e em nome da Unale, a união dos legislativos brasileiros, entidade da qual é o vice-presidente. Ontem, a audiência foi com Michel Temer.
De Curitiba, com redação e sucursais