Informe Folha








Crise antiga
A crise financeira do Banestado é mais antiga que o rombo de R$ 6,7 bilhões (valores de hoje) revelado pelo governo Jaime Lerner (PFL) no final de 1998. Documento firmado durante o governo do hoje senador Alvaro Dias (PSDB), em julho de 1987, informa que parte do dinheiro obtido com a venda integral das ações do Paraná junto à Petrobras tinha como destino cobrir furos de caixa e aumentar o capital social do Banestado que, na ocasião, já dava sinais de frágil saúde financeira. O mesmo documento, cujas cópias circulam pelo Palácio Iguaçu, foi ‘‘gancho’’ da articulista Sonia Racy, de ‘‘O Estado de S. Paulo’’, no final de semana. A coluna ‘‘Direito da Fonte’’ faz uma crítica ao discurso de Alvaro Dias, ultimamente contrário à venda das ações da Petrobras pelo governo federal. Diz a articulista que o senador é incoerente ao condenar a União depois de ter feito o mesmo quando ainda era governador do Paraná.



Escaldado
José Cid Campêllo Filho escapou do megaengarrafamento da volta às praias no final de semana. Prevendo a confusão, o secretário do Governo prorrogou a sua estada em Caiobá até a meia-noite de domingo. Ao contrário dos outros motoristas que levaram até quatro horas para retornar a Curitiba, o secretário de Lerner manteve a média de uma hora para fazer o percurso de 100 quilômetros.
Recurso deferido
Deu resultado o choro de Hermes ‘‘Frangão’’ Parcianello (PMDB). A mesa executiva da Câmara dos Deputados, em Brasília, acatou o recurso do parlamentar paranaense e derrubou duas das três faltas que lhe foram computadas oficialmente em 1999 e que Frangão disse não procederem.
Influência
O secretário Miguel Salomão (Planejamento) lembrou ontem que a contribuição do diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Euclides Scalco, foi decisiva para que São Paulo começasse a pagar os royalties atrasados ao Paraná. Scalco conseguiu que o governo paulista liberasse o dinheiro referente a um mês a cada 60 dias. Os royalties capitalizam o FDE (Fundo de Desenvolvimento Econômico), que, por sua vez, financia empreendimentos industriais.
Iso 9002
O TJ de Rondônia acaba de ser comunicado que vai receber o certificado Iso 9002 pelo sistema de gestão e qualidade dos serviços prestados. A empresa paranaense Rayla Consultoria e Treinamento implantou o sistema do Tribunal, sob o comando do consultor sênior, engenheiro Sérgio Naguel.
Encontro
O PPS de Curitiba tinha agendada para ontem à noite uma reunião com o empresário Roberto Quadros. O também professor falaria sobre o Empretec, o programa da ONU e do Ministério das Relações Exteriores para a formação de empreendedores. Quadros abordaria ainda o papel das micro e pequenas empresas no atual cenário econômico.
Perguntinha
Como é que um funcionário que é tido como fantasma faz para aderir a um PDV?

Dividendos
A venda dos 3.600.633 ações ordinárias (com direito a voto) e dos 1.241.058 nominais (sem direito a voto) tinha como meta a obtenção de um crédito extra de até 305 milhões de cruzados, a moeda do período. A operação foi autorizada pela Assembléia. Assim como Lerner, Alvaro também exercia domínio absoluto sobre os deputados estaduais.
Aos poucos
A comercialização dos papéis foi feita gradualmente de setembro a dezembro. A operação mais lucrativa ocorreu no dia 23 de setembro de 1987, quando o governo Alvaro Dias livrou-se de boa parte das ações ordinárias e obteve 71 milhões de cruzados.
‘Croissant’
A ‘Folha’ apurou que inicialmente está marcada para o dia 19 de fevereiro a viagem do governador e da secretária da Administração, Maria Elisa Paciornik, para a França. Os dois vão tratar de assuntos de interesse do Paraná. Talvez uma indústria ou uma parceria para um novo programa de governo. Maria Elisa vai atuar como ‘‘ponte’’ nas negociações pela experiência que adquiriu quando trabalhou para um escritório da ONU em Paris.
Mapeamento
Tato Taborda, secretário-chefe da Casa Civil, já fechou o quadro de possíveis candidaturas nos 40 maiores colégios eleitorais do Estado, para orientar a postura política de Lerner nas campanhas municipais que se aproximam.
Neutro, em termos
Onde houver mais de um aliado disputando a prefeitura local, em outubro deste ano, o governador do Paraná não pisa, nem manifesta seu voto. Ao contrário do que ocorreu em 1996, quando Lerner fez distinção entre os aliados. Mas a neutralidade não será por completo. Em Curitiba, por exemplo, se o PTB – que hoje é alinhado ao governo – lançar Beto Richa, o governador não deixará de subir no palanque de Cassio Taniguchi (PFL).
Retaliação
Para três ou quatro pefelistas que bandearam para o senador Roberto Requião (PMDB), nas eleições passadas, o Palácio Iguaçu reserva uma surpresa, nada agradável sob o ponto de vista político. ‘‘Não haverá apoio algum, embora se digam governistas’’, anuncia Tato Taborda.
Colegiado
Até que Requião decida se sai ou não candidato a prefeito de Curitiba, o PMDB vai conduzir o processo de articulação em colegiado. Além do senador, despontam como nomes com condições de concorrer o deputado federal Gustavo Fruet e o ex-deputado e irmão de Requião, Maurício Requião. A decisão é pacífica internamente, apesar da pressão que se faz para que Requião assuma a cabeça da chapa, na briga com Taniguchi.

Vapt-Vupt
• O TRF da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), divulgou ontem a relação dos novos juízes que vão responder pelas varas federais, a partir do dia 24, quando tomam posse. Márcio Augusto Nascimento responde pela 4ª Vara de Londrina; Robson de Oliveira, pela 1ª em Umuarama; e Suane Moreira Oliveira pela 2ª em Cascavel.
• Ficam em Curitiba: Silvia Brollo (1ª Vara Federal), Fabiano de Moraes (3ª Federal), Antonio Bochenek (4ª Federal), Luciana da Veiga Oliveira (9ª Federal), André Luis Jung (1ª Criminal), Moser Vhoss (2ª Criminal), Marcos da Silva (3ª Criminal) e Eduardo Teixeira (Previdenciária).
• E ainda Emmerson Gazda e André Fischer, nesta ordem, na 1ª e 2ª varas criminais de Foz; Monica Bora e Anderson Furlan, na 1ª Vara Federal e na Criminal de Maringá.
De Curitiba, com redação e sucursais

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