Informe Folha
INFORME FOLHA
Fogo contra fogo
O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, perdeu a fleuma oriental no sábado, e partiu para a guerra política com os senadores Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB). Chega de levar porrada calado, disparou, entrando no clima da inauguração de uma delegacia de polícia. Ontem, ele voltou ao ataque, no campo de empresários, durante comemoração do Dia da indústria, na CIC e conseguiu eco. Os empresários estão apelando ao presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, pela suspensão do boicote. Hoje, ainda, Taniguchi se reúne com os 24 prefeitos da região metropolitana de Curitiba, para incendiar ainda mais a reação contra Requião e Dias. Já o governador Jaime Lerner disse ontem, em Irati, ser impossível esconder a indignação contra os carrascos e traidores do Paraná, referindo-se aos dois senadores.Devolvendo
Requião reage à pressão do governo afirmando que prefeitos e empresários estão sendo vítimas de chantagem. Quem está segurando os empréstimos é o Lerner, que se recusa a revelar os segredos do contrato com a Renault.
Equilíbrio 1
Único dos senadores paranaenses a não participar da suspensão dos recursos federais ao Estado, o senador José Eduardo Vieira (PTB) comentou ontem a polêmica afirmando que governo nenhum pode fechar um acordo confidencial (por ser uma instituição com o dever de informar a população sobre seus atos), ao se referir ao sigilo que envolve o contrato do Paraná com a Renault.
Equilíbrio 2
Mas se governo não pode guardar segredos, a suspensão de recursos ao Estado como mecanismo de pressão também não é o melhor caminho, aponta o senador José Eduardo. Um erro não justifica outro, resume.
Meia-sola
Lerner confirmou para hoje a oficialização da troca de comando de três secretarias de Estado. Ele anuncia Giovani Gionédis para o lugar de Miguel Salomão, na Fazenda; Rafael Greca para o lugar de Gionédis, na Casa Civil, e de Salomão para o Planejamento, no lugar de Greca. O restante fica para um segundo turno.
Prestígio
Se houve uma coisa que ficou clara na sessão especial de entrega de título de Cidadão Benemérito do Paraná ao ex-ministro e presidente regional do PPB, Borges da Silveira, foi seu prestígio político. Nada menos que seis ex-governadores marcaram ponto na Assembléia Legislativa, que lotou das galerias ao plenário.
Ponto de vista
Carlos Simões (PSDB) sapeou a entrevista de Esperidião Amin, com ares de trânsito livre no PPB. O deputado estadual desconversou sobre uma possível mudança, mas Amin ressaltou os 31% de votos que Simões atingiu na disputa a prefeito de Curitiba. Pelo PSDB, atalhou um repórter. Ninguém é perfeito, emendou o senador.
Barreira
O prefeito Harry Daijó (PPB), de Foz do Iguaçu, tem confessado que não gosta do estilo do gabinete. A pompa adquirida na reforma do ex-comandante do Palácio das Cataratas Dobrandino da Silva (PMDB) irrita não só Daijó. Para falar com o prefeito, é preciso passar por três alas com secretária, um oficial e o chefe de gabinete.Aconchego
O secretário da Segurança, Cândido de Oliveira, deu margem a comentários espirituosos na sua passagem por Londrina. No domingo, ele foi à reunião dos rotarianos, no Iate Clube, acompanhado de vários policiais. Uns diziam que por medo de ser assaltado, outros que era necessidade de calor humano.
Farpas
O secretário e o prefeito Antonio Belinati fizeram mais uma seção troca de farpas em Londrina, sobre a construção da cadeia e da prisão provisória. Belinati vai entregar esse dinheiro para quem? Para o Dante (sobrinho de Belinati, que é dono de construtora)?, alfinetou Oliveira, em entrevista de rádio, criticando o decreto de estado de emergência, o que dispensa licitação para as obras.
Onde?
Em resposta, Belinati cobrou recursos que já teriam sido enviados pelo governo federal ao Estado. Essas obras já deviam estar prontas. O Tribunal de Contas tem de apurar que destino tomou o dinheiro, disse o prefeito. Precisei decretar estado de emergência para o Cândido aparecer por aqui e tentar resolver o problema, emendou.
Humorístico
A piada propagada entre os assessores de Belinati dizia respeito à proposta de Cândido de Oliveira de alugar casas residenciais para abrigar os presos. Segundo eles, se o secretário fosse exonerado do cargo, Lerner deveria contratar o humorista Chico Anísio para substituí-lo. Pelo menos seria um pouco mais engraçado, disse um assessor.
Torre de Babel
Enquanto isso na Câmara de Londrina, uma reunião reservada entre os vereadores transformou-se numa Torre de Babel. Ao mesmo tempo, eles conversavam com representantes da Sociedade Amigos do Londrina Esporte Clube (SAL) e com o chefe da 10ª Delegacia de Polícia, Leonyl Ribeiro. O assunto era a polêmica em torno da construção da cadeia.Vapt-Vupt
q Belinati propaga que as declarações do secretário da Segurança em Londrina são uma tentativa de se garantir no cargo. Ele está batendo no Belinati para fazer moral com o governo do Paraná, disparou o prefeito.
q Ricardo Barros (PPB) disse sexta-feira, em Londrina, que ainda vai ser governador do Estado, apesar de não saber quando. Piadinha que circulou ontem no 3º Fórum de Desenvolvimento da Associação dos Municípios do Paraná (Amunop), em Cornélio Procópio: O deputado só pode ter esquecido de dizer que quer governar o Rotary.
q Lerner era esperado, mas acabou não comparecendo ao Fórum de Desenvolvimento, em Cornélio, onde seria homenageado. Fez-se representar por secretários. Mas o deputado federal Abelardo Lupion (PFL), não perdoou: O interior está com muita saudade dele.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais





