Informe Folha








Derrubada
Os deputados derrubaram ontem à tarde, por unanimidade de votos, projeto de lei que permitia a comercialização de produtos diversificados em farmácias e drogarias do Paraná. A decisão respalda portaria do Conselho Nacional de Farmácia, que restringe aos estabelecimentos o comércio de remédios. A derrubada do polêmico projeto foi de consenso. Diversas entidades lotaram as galerias da Assembléia, como forma de pressão. Os deputados estaduais chegaram à conclusão que a medida, idealizada por Aníbal Khury (PFL) quando em vida, provoca um desvio na função das farmácias.



Fora de área
Giovani Gionédis ficou fora de área no feriadão da Proclamação da República. Com a cabeça só nos royalties da Usina de Itaipu, o secretário da Fazenda esqueceu seu aparelho celular num cartório de títulos e documentos, em Curitiba. ‘‘Foi o melhor feriado da minha vida. Ninguém me encontrou’’, disse Gionédis.
Reciprocidade
Mais que a obrigação de defender por estar filiado no mesmo partido, o PFL, as declarações de apoio do prefeito Cassio Taniguchi ao ministro Rafael Greca, no caso dos bingos, são um sinal de retribuição. Há cerca de 20 dias, no auge da crise no Ministério, Greca declarou em entrevista à Folha voto de apoio à reeleição de Taniguchi, em 2000.
Sob medicação
Taniguchi reclamou do inverno curitibano. Disse que desde a semana passada está sob o efeito de um potente antibiótico, na esperança de melhorar de um resfriado.
Bronca
O prefeito de Curitiba vai precisar também de remédio para dor de cabeça, em breve. Representantes dos empresários da construção civil e mercado imobiliário adiantaram ontem que as chances de o setor apoiar a reeleição de Taniguchi são pequenas. O setor discorda do projeto de lei de zoneamento e uso de solos defendido pela equipe do prefeito e que garante mais qualidade de vida aos moradores de edifícios.
Memória
Os dois setores apoiaram formalmente a eleição de Taniguchi em 1996 em favor da continuidade administrativa. Mas agora eles reclamam que não tiveram chance de apresentar suas propostas e que todo o processo de discussão do tema foi autoritário.
Know how
‘‘Temos cancha para ficarmos pelo menos mais cinco anos acampados.’’ Do líder do Movimento Sem Terra, Roberto Baggio, provocado a comentar os cinco meses de acampamento montado em frente o Palácio Iguaçu, em Curitiba.
Perguntinha
As matérias mais polêmicas vão ser empurradas para as sessões noturnas da Assembléia?

Imbróglio
Até o início da noite de ontem, a Sociedade Rural do Paraná ainda não sabia os motivos pelos quais a campanha ‘O Paraná tem lei? teve sua veiculação suspensa do horário nobre da Rede Paranaense, sábado. ‘‘Até agora não recebemos o documento que originou a suspensão’’, reclamou o presidente, Francisco Galli. ‘‘Mas acho que foi pressão do governo’’, emendou ele.
Notificação
Na Rede Paranaense, as informações davam conta que uma notificação extrajudicial impediu a veiculação da campanha, que cobrava de Lerner o cumprimento de reintegrações de posse no Estado. A campanha, produzida pela Engenho Propaganda, de Londrina, e considerada das mais ardidas, trazia falas do governador se comprometendo a cumprir os mandados de reintegração de áreas invadidas.
Sururu
‘‘Apesar de a campanha não ter saído ainda, a repercussão já está sendo muito boa. Muita gente de todo o Paraná está nos telefonando. Como os jornais deram o conteúdo da campanha, as pessoas estão se manifestando e apoiando’’, completa um dos diretores da Sociedade Rural, Arnaldo Coelho do Amaral Filho.
Fulo 1
O secretário da Segurança, Cândido Martins, ainda não digeriu e continua fulo com as críticas formuladas pelo senador Requião, sábado passado em Londrina, de que o comando de sua pasta é ‘‘frouxo e corrompido’’. Cândido Martins pretende interpelar Requião judicialmente para que o senador dê nome aos bois.
Fulo 2
‘‘Ele (Requião) não tem moral, autoridade e ética para falar de segurança pública. Só sabe mentir, jogar palavras sem responsabilidade. Fica se escondendo atrás da imunidade’’, disparou Cândido Martins, que foi adiante: ‘‘A CPI do Narcotráfico deveria investigar o envio de dólares da mulher dele para o exterior’’.
Depoimento
Será amanhã, às 10 horas, no plenário da Assembléia, a ‘sabatina’ de Giovani Gionédis. O secretário da Fazenda foi convocado para falar sobre o endividamento do Paraná. A oposição corria atrás ontem dos argumentos para emparedar Gionédis. ‘‘Senão ele vem aqui, cheio de números, e dá um banho na gente’’, admitia um deputado de oposição ontem pela manhã, durante conversa reservada.
Estaca zero
Ricardo Chab (PTB) vai ter de começar do zero se quiser instalar uma CPI para investigar a nebulosa compra de jaquetas coreanas pelo ex-comandante geral da PM Luiz Fernando de Lara. A mesa executiva da Assembléia recusou o requerimento de instalação da CPI alegando que o pedido fere o Regimento Interno na Casa por ser muito genérico. Dificilmente, Chab conseguirá o mesmo número de assinaturas que obteve no cochilo da bancada governista.

Vapt-Vupt
• A Associação Comercial e Industrial de Londrina deu entrada ontem com uma interpelação judicial pedindo que o presidente da Câmara de Vereadores, Renato Araújo (PPB), se retrate publicamente.
• A entidade sentiu-se ofendida com o termo ‘puxa-saco’ usado por Araújo, durante inflamado discurso na Câmara, quando da votação da comissão para investigar a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
• Ontem, o vereador confirmava a fala, argumentando não considerar ofensivo o termo, e anunciava que não vai se retratar. A Acil informou que se Araújo não o fizer, vai à Justiça pedir indenização por danos morais.
De Curitiba, com redação e sucursais

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