Momento de tensão
As assinaturas da Net pelo governo aumentaram nos últimos dias. Por um único motivo: acompanhar as sessões da TV Senado, mais especificamente da CPI dos Títulos Públicos. A tensão nas áreas política e financeira do governo cresceu desde terça-feira, quando a cúpula da Secretaria da Fazenda e do Banestado, mais áreas estratégicas do Palácio Iguaçu, se debruçaram na análise de documentos e na preparação da defesa para os depoimentos no Senado, na próxima segunda-feira. Nas primeiras horas de ontem, o banco respirava a convocação de apenas um diretor e dois ex. Mas no final da tarde, a secretária da CPI, Adriana Tavares Sobral, confirmava a convocação de seis dirigentes e ex-dirigentes - entre eles o presidente Domingos Murta Ramalho. Até segunda-feira, a tensão sobe ainda mais.



Ivo AkioDor
No meio de uma entrevista para o ‘‘Mafalda Mulher’’, da Band de Londrina, a aprentadora bateu no joelho de Lerner. Justo no direito, reconstituído por causa do acidente de Londres. ‘‘Ai meu joelho’’, reclamou Lerner, entre caretas.
Risos
Quando a comandante do programa de variedades quis saber se poderia contar com ele no ar em outras oportunidades, Lerner não deixou por menos: ‘‘Volto se você não bater mais no meu joelho.’’ Risos no ar e nos bastidores.
Gafe
A organização da 37ª Exposição de Londrina cometeu ontem gafes imperdoáveis. Os convidados para a inauguração foram confortavelmente sentados numa arquibancada coberta. Até os animais que estavam na pista de julgamento ficaram na sombra. Somente o palanque para as autoridades estava ao sol, do meio-dia, diga-se de passagem.
Sol a pino
A cena foi constrangedora. O governador, de terno escuro e de muletas, estava visivelmente incomodado com o calor. Ao lado dele, o prefeito Antonio Belinati - que não pode ficar exposto ao sol por causa de um problema de pele -, tentava manter o bom humor, enquanto eram providenciados bonés e sombrinhas.
Bom humor
‘‘Não preciso de sombra, meu vice quer que eu tome bastante sol’’, brincou Belinati, ao recusar uma sombrinha. E emendou, arrancando risos da platéia: ‘‘O vice sempre está de olho no cargo do titular’’. ‘‘Mas ele sempre viaja pela TAM’’, arrematou.
Endereço errado
No trajeto para o Parque Ney Braga, Lerner e comitiva pararam no escritório da Secretaria da Criança para assinar um contrato de obra. Ao descer do ônibus da comitiva, a vice, Emília Belinati, entrou no Sindicato dos Bancários, do outro outro lado da rua, até ser alertada por uma assessora. Em frente ao Sindicato, bancários protestavam pedindo CPI no Banestado e funcionários da Penitenciária de Londrina, aumento salarial.Divã
Teve ‘assembléia’ de secretários, marqueteiros e jornalistas do Palácio Iguaçu na noite de anteontem. Palavra de ordem: ‘‘vencer a guerra da comunicação.’’ A avaliação interna é de que o senador Requião está ganhando a batalha contra o governo, como franco atirador, sem encontrar resistência.
Armação
O deputado Sâmis da Silva (PMDB) atribui a inimigos políticos de Foz - dois especificamente - a autoria de dossiês que tentam envolvê-lo em ‘turismo sexual’. ‘‘Sou dos que mais pressionam a Polícia Civil para coibir o crescimento dessa violência, que está proliferando na cidade’’, garante.
Barbarizando
Os professores que protestavam anteontem na Secretaria da Educação deixaram os funcionários perplexos. Quando esperavam audiência com o secretário Ramiro Wahrhaftig, alguns encheram documentos de grampo, rasgaram calendários e chegaram ao cúmulo de botar o dedo no chá da secretária de gabinete.
Bronca
A reportagem sobre a reativação da UDR no Paraná, publicada no último domingo pela Folha, desagradou o MST de Querência do Norte. Uma funcionária da Cooperativa Central de Reforma Agrária, que se identificou como Janete, disse que os líderes do MST não atenderiam ao jornal, porque ‘‘as reportagens não servem pra gente’’.
Democracia
A reportagem sobre a UDR também trouxe o depoimentos de líderes dos sem-terra, sobre a reativação da entidade de fazendeiros. Pelo que tudo indica, o MST desconhece o princípio básico do jornalismo que é ouvir os dois lados envolvidos na notícia, sempre que possível.
Escorregão
O TJ não conheceu o pedido de medida cautelar do senador Requião sobre os estímulos concedidos às montadoras no Paraná. O TJ não precisou nem entrar no mérito da questão: o advogado Mozart de Quadros esqueceu de pagar as custas de míseros R$ 2,00.
Pressão
Lerner chegou a Londrina disposto a manter distante o assunto Dixie Toga. A pressão dos jornalistas foi mais forte e abortou a festa que o Palácio Iguaçu preparava para o anúncio, semana que vem.
Números
Depois do anúncio, a confusão de números: Lerner falou em investimentos de R$ 45 milhões, o secretário Nelson Justus, de R$ 50 milhões e a Dixie baixava para R$ 25 milhões. No final do dia, a empresa voltava aos valores anunciados pelo governador.


Vapt-Vupt
q Desde o final do ano passado - quando se levantou suspeita de grampo nos aparelhos, ainda na administração Greca - a Prefeitura de Curitiba adotou um sistema de ‘bina’ nos telefones. Toda ligação disparada para lá é identificada no visor dos principais telefones.
q Há órgãos públicos que adotaram o ‘bina’ inverso. Os registros apontam quem fez a ligação de dentro para fora e para onde. É a tecnologia a serviço dos que não admitem ‘vazamentos’.
q Houve um ‘colapso’ ontem nos serviços de telefonia celular oferecido pelo Sercomtel em Londrina. A direção da empresa detectou a sobrecarga na Feira Agropecuária, onde 1.500 dos aparelhinhos estavam - ou tentavam estar - em funcionamento.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais

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