Informe Folha
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de janeiro de 1999
Divisão do bolo 
Um dos itens tratados na reunião da vice-governadora Emília Belinati com os prefeitos da Região Norte, em Londrina, anteontem, pode se transformar na mais nova bandeira política (e eleitoral) do prefeito Antonio Belinati. O marido da vice está defendendo o rateio, entre os 399 prefeitos, de parte dos valores a serem arrecadados com a privatização da Copel, cujo patrimônio líquido está avaliado em R$ 4,6 bilhões. A quota-parte defendida por Belinati foi fixada em R$ 500 mil, independentemente do tamanho do município ou da prefeitura. A reivindicação do prefeito de Londrina não pára aí. Belinati quer também que o governo negocie com os municípios uma compensação pela entrega da Sanepar à iniciativa privada até 2001. O poder de barganha dos prefeitos, neste caso, estaria nos contratos de concessão ainda não vencidos.
Escaldado
A única bomba que estou vendo é esse projeto que tenho nas mãos. Do senador Osmar Dias (PSDB), quando questionado anteontem por um bombeiro que averiguava no gabinete do ministro Waldeck Ornellas, em Brasília, denúncia de bomba. Ornellas entregou para Osmar a relatoria do projeto que institui a cobrança previdenciária aos inativos.


