Neco Garcia defende a confirmação de Aldo Almeida. Giovani Gionédis quer José Carlos Gomes Carvalho, para se fortalecer na Fazenda. O governador Jaime Lerner quer acomodar o ex-ministro Reinhold Stephanes, derrotado nas eleições e sem vaga no governo federal. Foi essa ciranda que deu o tom ontem às discussões políticas sobre a definição de um assunto que era dado como encerrado pelo próprio governador: a presidência do Banestado. A briga interna pelo poder - para ver quem impõe a diretoria que vai levar o banco à privatização - foi desencadeada por Lerner, ao entrar em contato com o ex-ministro da Previdência, que interrompe viagem aos Estados Unidos para analisar a oferta. Atento ao convite, que reduz seu poder, Gionédis passou os últimos dois dias tentando emplacar Carvalhinho na função.


Tapa-buraco
Por essa Neco Garcia não esperava. De malas prontas para Londrina, o empresário terá de responder pela presidência do Banestado até que o governo nomeie nova diretoria. Garcia terá de ficar de ‘plantão’ porque não há previsão para o desfecho. O apelo para a ‘operação tapa-buraco’ foi feito pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis.

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