O Banestado fechou 1997 no vermelho. Isso todo mundo já sabia, o que permaneceu sob sigilo durante 1998 inteiro foi o montante do défict, revelado finalmente ontem com a publicação do balanço da instituição, pela diretoria do Banestado. O furo do Banco foi de R$ 278,6 milhões e teria sido provocado principalmente pelo aumento da inadimplência, alegam os diretores. Os dados atualizados do passivo não estão à disposição, mas tomando-se por base o socorro fiananceiro de R$ 4,4 bilhões em valores de hoje liberados pelo Banco Central, o rombo se acentuou. O capital social do Banestado no ano passado fechou em R$ 385,4 milhões. Foi ainda registrado um volume de R$ 4,9 bilhões em depósitos bancários - 25,16% a mais que em 1996, quando a instituição ainda contabilizava lucro líquido de R$ 12,8 milhões.


Calafrio
O deputado federal Paulo Bernardo (PT) está suando frio. Se a decisão da Justiça do Mato Grosso - de bloquear todas as contas bancárias do governo para priorizar o pagamento do funcionalismo - virar moda, ele terá de fazer malabarismos com os números. O deputado responderá pela Secretaria de Finanças, com a missão de manter em dia não só a folha de pagamento mas outras pendências do Estado.

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