O episódio da queda da cúpula das privatizações das teles, e todo o cenário nebuloso e de revelações tenebrosas em que se procedeu a crise, fizeram o senador José Eduardo Vieira (PTB) lembrar-se ontem da campanha do primeiro mandato de FHC. Quando viajava com o então candidato, José Eduardo discutia com FHC meios eficazes de combater a corrupção e a concentração de renda no País. E dizia: um dos melhores exemplos quem pode dar é o governo federal. ‘‘Como?’, interessava-se FHC. ‘‘O governo só deve gastar aquilo que está orçado, e deve pagar em dia os serviços contratados via licitação. Isso tem que ser uma exigência, uma norma, presidente’’, apontava. José Eduardo estava convencido, como hoje, que agindo assim o setor público federal evitaria, enfim, os acertos espúrios, o ‘jeitinho’, as negociações paralelas e ainda o rombo no casco da União.


Banquete
Um grupo de oito pessoas colocou a saúde em risco com a greve de fome de sete dias, mas o banquete ficou com Vicentinho, o presidente da CUT. Ele desembarcou em Curitiba para intermediar o conflito, conseguindo pôr fim ao jejum e suspendendo o boicote do governo à coleta das mensalidades que sustentam a APP-Sindicato, dando o respaldo financeiro que garante mobilização permanente da categoria.

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