Fazer política está parecendo a arte rocambolesca de criar ou antecipar a história. Não vem ao caso se legal ou não, mas uma eleição de pouca importância no comando da Câmara de Vereadores de Curitiba vira - até o surgimento de um ‘fato’ novo -, palco de um divisor de águas para a sucessão do governador Jaime Lerner em 2002, dentro do PFL, ainda antes de ele terminar o primeiro mandato. O presidente da Assembléia, Aníbal Khury, apadrinhou um candidato ‘laranja’ (o vereador Ede Abib) para a disputa com o candidato de Cassio Taniguchi (o atual presidente João Cláudio Derosso), apenas e tão somente para sinalizar ao prefeito de Curitiba, um ‘candidato natural’ em 2002, que toda e qualquer articulação de poder no Paraná passa por seu gabinete.


Ele, de novo
Pode não ter sido ‘detonado’ por Cassio Taniguchi, como trabalha para esclarecer a assessoria do prefeito, mas o resultado do round de ontem em meio à cizânia pela definição da mesa da Câmara de Curitiba revela, mais uma vez, a força de coronel da política que detém Aníbal Khury, cujo braço no judiciário é bem longo.

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