A idéia do Fundo de Previdência, para desobrigar o governo do Paraná a pagar a aposentadoria de seus funcionários, pode custar caro aos cofres públicos. Para dar liquidez ao Fundo e assim enquadrar-se à Lei Rita Camata, que limita em 60% das receitas líquidas o gasto com os servidores, o governo deve se desfazer de boa parte de seus imóveis, transferir o que sobrou de ativos de empresas públicas lucrativas como a Copel e acelarar o andamento de um empréstimo já requerido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os imóveis estão avaliados hoje em cerca de R$ 1 bilhão, de acordo com um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do governo. O montante em ativos que servirá para lastrear o Fundo só será revelado na semana que vem, quando a proposta do secretário especial para Assuntos Previdenciários, Renato Follador, chegar na Assembléia Legislativa.




Previsão
Os servidores inativos respondem hoje por 34% da folha de pagamento do Estado, conforme os números fornecidos pela Secretaria da Administração. O secretário Reinhold Stephanes Junior diz que a implantação do novo sistema previdenciário vai representar uma economia a médio prazo de 14% dos recursos estaduais, que, segundo ele, poderão ser aplicados em programas.

mockup