As eleições de domingo consumaram o enfraquecimento do PMDB governista. Tirando a vitória ‘rapando’ do populista Joaquim Roriz, no Distrito Federal - a custa de promessas que vão na contramão do aperto geral de cintos que o governo federal irá cobrar dos Estados - o PMDB que saiu das urnas tem pouco, ou quase nada a reivindicar na composição do futuro governo de Fernando Henrique. Um dos governadores mais fiéis ao presidente, Antonio Britto, perdeu num Estado-chave, o Rio Grande do Sul. O presidente nacional do PMDB, Jader Barbalho, perdeu no Pará para o PSDB de Almir Gabriel. O ex-ministro e cacique peemedebista Íris Rezende, também foi derrotado por um tucano, Marconi Perillo, em Goiás. O PMDB que venceu com Itamar Franco, em Minas Gerais, é de oposição a FHC.

Arranjo
As especulações continuam à solta. Uma delas dá conta que Gerson Guelmann poderia voltar ao governo pela Secretaria da Comunicação Social. Porque dificilmente o governador voltaria a abrir espaço ao seu escudeiro na chefia de Gabinete sem criar um conflito com o Oeste, mexendo com Ibrahim Faiad.

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