Informe Folha
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de outubro de 1998
Primeiro as mordomias 
O governador Jaime Lerner voltou de viagem dizendo ter idéias, mas também tempo para discutir o enxugamento do Estado e se enquadrar nas metas do ajuste fiscal. Ele não estipulou um prazo para anunciar os cortes ou reestruturações. Considera que há tempo para se elaborar um plano eficiente. Só sinalizou que as economias de gorduras desnecessárias, gastos com mordomias (como o descontrole de contas de telefones celulares) têm que ser iniciadas já. Na entrevista no aeroporto do Bacacheri, assegurou que não haverá demissões, nem redução do número de secretarias. O governador aposta tudo no Fundo de Previdência, que está para ser criado, e não incluiu a venda da Copel na lista de medidas. Ninguém cogitou venda de coisa alguma, disse, desautorizando diretores da empresa de energia.
Clima de festa
Os aliados do governo arregimentaram uma multidão para recepcionar o governador reeleito. Teve foguetório e bandeiras da campanha no regresso. O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, puxava o cordão. De ausentes notáveis, o presidente da Assembléia, Aníbal Khury, e os secretários da área econômica que discutem enxugamento.


