Informe Folha
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de outubro de 1998
Pesquisas em xeque 
Os erros cometidos pelos institutos de pesquisas de intenção de votos nas previsões sobre 4 de outubro são irremediáveis. Mas estão servindo de base para a lavação de roupa suja que só pode desaguar em aperfeiçoamento e garantia de ética para as próximas eleições, inclusive as de segundo turno que vêm por aí. Fator de indução de votos da população, as pesquisas têm o poder de definir uma eleição na medida em que influem no ânimo das campanhas, positiva ou negativamente, dependendo do crescimento ou do declínio de cada lado. A alta margem de erro registrada nas eleições de 4 de outubro já está gerando processos movidos por quem se considerou prejudicado, e vai estender a discussão para o Congresso em 99. São as alternativas para retorno da credibilidade sobre os grandes institutos e sobre o próprio processo eleitoral.
Tira-teima
O zelo do Datafolha para recuperar a credibilidade - na briga com Ibope e Vox Populi -, é tão evidente que, ao divulgar no sábado pesquisa sobre a corrida entre Maluf e Covas no segundo turno de São Paulo, apontou que Maluf tem 44% e Covas, 40%. Mas frisou que, com a margem de erro de 2%, Maluf pode ter de 42% a 46%, e Covas, de 38% a 42%. Ou os dois podem estar empatados em exatos 42%, registrou.


