O presidente Fernando Henrique se empenhou em quebrar o mal-estar do palanque do comício de encerramento de sua campanha, ontem à noite, em Curitiba. A todo o momento do discurso, citava o governador Jaime Lerner (PFL) e o candidato ao Senado, Álvaro Dias (PSDB), sistematicamente, sem pender para um lado ou outro. Não houve euforia no encontro entre Lerner e Álvaro. Quando Lerner falou, Álvaro saiu da cena, só retornando quando o presidente fez o discurso de encerramento. O prefeito Cássio Taniguchi (PFL), que também discursou, identificou Álvaro como ‘‘nosso companheiro’’. Lerner foi mais esforçado: aplaudia quando FHC citava o candidato tucano e até mesmo depois do discurso de Álvaro, recíproca não verdadeira no caso do candidato ao Senado.

Profecia 1
No final da cerimônia do Yom Kipur (dia do perdão), na sinagoga de Curitiba, ontem, Lerner foi chamado ao altar por um dos dirigentes da Chevra Kadisha (entidade que mantém o templo e o cemitério israelita), com a seguinte apresentação: ‘‘Chamamos agora o nosso governador, eleito de segundo turno...’ Risos gerais, constrangimento de Lerner e pano rapidíssimo.

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