Informe Folha
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terça-feira, 29 de setembro de 1998
Quatro paredes 
Os candidatos às eleições gerais de domingo perceberam desde o início que não há motivação que faça os eleitores garantirem presença em comícios, muito menos debaixo de chuva. O jeito, nesta reta final de campanha, foi a abordagem corpo a corpo em ambientes fechados. Ontem Lerner passou o dia à caça de votos em pequenos shoppings de bairros de Curitiba. Requião, Lula e Brizola, anteontem, tiveram de cancelar o comício da Boca Maldita e fazer um ato na Assembléia Legislativa. Álvaro Dias optou pelos almoços em restaurantes. Hoje tem reza braba para que não chova na hora do comício de FHC, Lerner e Álvaro na Boca Maldita. Mas na dúvida, a alternativa coberta já está armada num pavilhão de exposições da Vila Guaíra. E se o tempo continuar impedindo concentrações abertas, a campanha fecha, literalmente, em quatro paredes.
Barrado
A aliança PMDB-PT anda às turras. Nedson Micheleti foi barrado no comício que Requião fez em Londrina no sábado, na avenida Saul Elkind, Cinco Conjuntos. Quando o candidato ao Senado pelo PT foi subir no palanque, Requião disse não. Você não deixou que eu fizesse campanha no seu horário para o Senado e não vai subir, disparou Requião. Nedson contrapôs que o horário era dele e que em seu tempo de propaganda fala de suas propostas.


