Informação e prevenção é a melhor arma contra golpistas
Os registros de estelionatos cresceram 408% no Brasil entre 2018 e 2024
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terça-feira, 05 de agosto de 2025
Os registros de estelionatos cresceram 408% no Brasil entre 2018 e 2024
Folha de Londrina 
Uma das revelações do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, divulgado há algumas semanas, foi em relação à mudança na dinâmica dos crimes patrimoniais no Brasil. O exemplo que mais chamou a atenção foi o grande crescimento de casos de estelionatos, enquanto diminuiu o número de roubos em geral.
Os registros de estelionatos cresceram 408% no Brasil entre 2018 e 2024. Só no ano passado, o país sofreu com aproximadamente 2,2 milhões de casos, equivalente a cerca de 4 golpes por minuto.
Um exemplo desses tipos de golpes é o da maquininha adulterada de cartão de crédito ou débito, crime que inclusive vem se espalhando pelo país. A Folha de Londrina mostrou na edição de segunda-feira (4) que a Polícia Civil do Paraná está investigando denúncias de um tipo de equipamento usado pelos golpistas que envia a senha da vítima para a quadrilha assim que digitada.
Os criminosos agem como falsos ambulantes ou motoristas por aplicativo e ainda trocam o cartão por outro parecido, ficando com o original e a senha dos clientes. Golpes semelhantes foram registrados no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em Curitiba, a Delegacia de Estelionato apreendeu várias máquinas adulteradas e três pessoas foram presas. Nesse tipo de golpe, normalmente os criminosos dizem que a senha não foi aceita ou que não há sinal e que vão trocar a máquina, momento em que substituem o cartão e enviam a senha digitada, por bluetooth, direto para a quadrilha.
Os bandidos contam com a distração da vítima, que muitas vezes não checa se o cartão devolvido é mesmo o dela. Uma das vítimas chegou a perder R$ 28 mil.
Diante das rápidas inovações tecnológicas envolvendo o sistema financeiro, os bancos precisam realizar campanhas de orientação e prevenção a golpes e buscar mecanismos que procurem identificar rapidamente transações que divergem do perfil do cliente.
Mas a melhor arma contra as quadrilhas de estelionatários é o cidadão bem informado e com um comportamento cuidadoso e desconfiado de qualquer atitude diferente do "comerciante". Especialistas em segurança aconselham a prestar atenção com as "trocas" de maquininhas, não entregar o cartão para o vendedor e nunca perdê-lo de vista.
É muito importante reconhecer que, diante da sofisticação crescente dos golpes e da audácia dos criminosos, o combate ao estelionato não se dará apenas pela repressão policial ou pela tecnologia bancária, mas também por meio da construção de uma cultura de autoproteção. As pessoas devem desconfiar e agir com muita atenção. A prevenção passou a ser uma necessidade cotidiana.
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