Informação é o melhor guia para escolher o voto
Horário eleitoral abre espaço para candidatos apresentarem propostas, mas eleitor precisa ir além da propaganda para decidir
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Horário eleitoral abre espaço para candidatos apresentarem propostas, mas eleitor precisa ir além da propaganda para decidir
Folha de Londrina 
O início do horário eleitoral gratuito, nesta sexta-feira(28), marca uma nova etapa da corrida eleitoral e oferece ao eleitor uma ferramenta importante para conhecer aqueles que disputam seu voto. A partir desta sexta-feira, candidatos e candidatas terão espaço no rádio e na televisão para apresentar propostas, ideias e, naturalmente, tentar convencer o cidadão de que são a melhor escolha.
Até há alguns anos, o horário eleitoral era uma das principais oportunidades para os candidatos entrarem nas casas dos eleitores. Mas hoje essa ferramenta tradicional disputa espaço com outras formas de comunicação, como as redes sociais. Além disso, é preciso convencer o cidadão a não sair da televisão aberta ou rádio no momento em que a propaganda política começa para entrar em um streaming de filmes ou uma plataforma de podcasts.
A veiculação do horário eleitoral gratuito acontece de segunda a sábado e, no primeiro turno, vai até 1º de outubro - a votação será em 4 de outubro. Ele é regulamentado pela Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e pela Resolução TSE nº 23.610/2019, que disciplina a propaganda eleitoral.
A grade de veiculação inclui 50 minutos diários em rede, divididos em dois blocos de 25 minutos no rádio e na TV, além de 70 minutos destinados a inserções diárias de 30 e 60 segundos, distribuídas entre 5h e meia-noite.
A programação segue um sistema de rodízio. Às terças, quintas e sábados, será veiculada a propaganda de candidatas e candidatos a presidente da República e deputado federal. Às segundas, quartas e sextas-feiras, serão exibidas as campanhas de candidatos e candidatas a senador, deputado estadual e governador. Do tempo destinado à propaganda, 10% são distribuídos de forma igualitária entre os partidos e federações, enquanto os outros 90% são distribuídos proporcionalmente ao número de representantes de cada legenda na Câmara dos Deputados.
É importante que o cidadão aproveite o horário eleitoral para se informar, mas é preciso ressaltar que em uma democracia, votar bem exige mais do que assistir aos programas de campanha, acompanhar debates ou se deixar convencer por uma frase de efeito. Exige informação, comparação e, sobretudo, memória.
Considerando os candidatos que já ocupam ou ocuparam um cargo público, há uma pergunta que não pode ser deixada de lado: o que esse candidato fez durante o mandato? Quais promessas foram cumpridas? Quais projetos apresentou? Como votou nas questões importantes nas devidas casas legislativas? Que resultados entregou à população? Teve participação efetiva no exercício do cargo? Foi responsável na utilização dos recursos públicos? Essas respostas dizem muito sobre um político que deseja conquistar o votos dos eleitores.
Para os candidatos que disputam um cargo pela primeira vez, o eleitor também tem o dever de pesquisar sua trajetória, suas propostas, suas alianças e sua capacidade de realizar aquilo que está prometendo. Não se trata de exigir que o candidato tenha respostas prontas para todos os problemas, mas de verificar se suas ideias são viáveis e compatíveis com a realidade do país, do Estado ou do município. E se as propostas estão adequadas com as funções que ele almeja ocupar.
Quanto mais informado estiver o eleitor, menor será o espaço para a propaganda enganosa, a desinformação e as promessas que desaparecem depois da eleição. Exercer a democracia e responsabilidade do voto começa muito antes de apertar a tecla “confirma” na urna.
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