Inflação e política macroeconômica
O índice oficial de inflação divulgado confirma o que todos já sabem: a economia brasileira não vai bem. O IPCA, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, do ano passado fechou com alta de 6,41% comparado a 2013, pouco abaixo do teto da meta estipulado pelo governo federal, que é de 6,5%. É o maior aumento anual desde 2011, quando o índice ficou em 6,5%.
O fator preocupante é que, além do vaivém dos preços dos alimentos sentido muito mais intensamente pelas famílias do que o índice oficial do governo , é que a inflação estourou o teto da meta em 15 meses do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Somado a esse fator, ainda há o cenário de baixo crescimento econômico e queda na produção industrial, fatos marcantes de 2014. E, em 2015, não há indicativos sólidos de que todos esses índices irão melhorar.
Isso é fator preocupante e mostra claramente que há algo errado com a política macroeconômica praticada pelo governo federal. É preciso promover mudanças urgentes. Ontem mesmo o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que irá fazer "o que for necessário para que a inflação entre em um longo período de declínio". No entanto, a projeção é que o índice atinja o centro da meta 4,5% - só em 2016.
Já o ministro de Fazenda, Joaquim Levy, disse que será preciso fazer "algumas arrumações" na economia. Entre os ajustes, citou os gastos públicos. O governo federal sistematicamente têm gastado mais do que arrecada e isso precisa ser revertido. Neste momento delicado é preciso austeridade até porque os investimentos que precisam ser feitos principalmente em obras de infraestrutura não têm ocorrido.
A opinião pública precisa pressionar para que mudanças efetivas aconteçam. O País precisa voltar a crescer e a gerar empregos.





