À medida em que são divulgados novos indicadores econômicos, aumenta o pessimismo no mercado financeiro. São indícios de que a economia brasileira não tem tido bom desempenho e que tem sido afetada pela crise mundial. Atualmente, um dos índices que mais tem gerado preocupação – e especulação – é a inflação. Depois de estourar a meta, cujo teto máximo foi estabelecido pelo Banco Central em 6,5% em maio e junho, ontem a presidente Dilma Rousseff (PT) disse ter certeza que a inflação vai fechar o ano dentro da meta.
Prévia do Índice Geral de Preços (IGP-10), divulgada ontem, mostra elevação de 0,43%, após alta de 0,63% em junho, influenciada principalmente pela desaceleração dos preços no varejo e na construção civil. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (instituição que apura o indicador), no acumulado do ano, o índice registra alta de 2,10% e, em 12 meses até julho, a inflação ficou em 5,62%. A inflação é ruim porque pode trazer consequências sociais. A alta dos preços diminui o poder de compra dos assalariados e pode contribuir para o aumento dos custos dos bens produzidos no mercado interno, o que dificulta as exportações e consequentemente diminui o saldo da balança comercial.
A alta da taxa Selic para 8,5% já é uma das medidas adotadas que visa o combate à inflação. No entanto, a iniciativa também pode gerar um efeito recessivo. As taxas de crescimento do Produto Interno Bruto frequentemente têm sido revisadas para baixo, depois de amargar baixo aumento nos anos anteriores. Também não é novidade que a política econômica precisa de ajustes. Reduzir os gastos governamentais e incentivar investimentos privados que deem sustentação ao crescimento do País são ações urgentes e fundamentais, mas que indicam que não sairão do papel. Além dos discursos, é passado o momento de adotar medidas mais efetivas.

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