O anúncio da liberação, por parte do governo dos EUA, de um medicamento para prevenção da aids gerou expectativa na comunidade científica e entre os soropositivos. A euforia, no entanto, é excessiva. Pelo menos essa é a opinião do vice-presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia, Jan Walter Stegmann. Para ele, a eficácia da pílula não é garantida e os métodos tradicionais de prevenção ainda são os mais recomendados.

Um problema apontado pelo especialista é que o vírus HIV pode ficar mais resistente. ''O remédio pode não funcionar e ainda dificultar o tratamento. Não é aquela maravilha. É um medicamento que já existe há muitos anos e é usado. Nada substitui as medidas básicas: relação monogâmica e uso de preservativos'', aponta.

O infectologista alerta ainda que a prevenção ainda é a melhor forma de evitar epidemias de doenças graves também provocadas por vírus, como a gripe A e a dengue. ''Na minha opinião, todas as vacinas deveriam ser universais. O Ministério da Saude tem que ver a saúde como um todo, ver a saúde de toda a população'', reivindica.

Leia a Entrevista completa de Jan Walter Stegmann para o repórter Davi Baldussi em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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