Com a crise econômica rondando o mundo há alguns anos, hoje percebe-se claramente os equívocos da política econômica adotada pelo governo brasileiro. Desonerações pontuais e direcionadas a alguns setores, subsídios e incentivo ao consumo baseado na concessão de crédito e ausência de investimentos em segmentos que ampliassem a competitividade nacional contribuem para o atual cenário. O resultado não poderia ser muito diferente: produção industrial em queda, aumento do desemprego e inflação em alta.
No entanto, a despeito da conjuntura, vem ganhando força no mundo o conceito de indústria 4.0, proporcionado pela inovação tecnológica. O movimento se fortaleceu nos Estados Unidos e na Alemanha, mas tem ganhado espaço em outros países europeus, no Japão e na China. O Brasil está atrasado e, com o pessimismo que tomou conta do empresariado e que levou à queda de investimentos, provavelmente o parque fabril nacional continuará defasado por mais alguns anos.
No entanto, é preciso cobrar que o governo também faça a sua parte. Economia fechada às importações, alto custo de impostos e burocracia em excesso são fatores que pesam negativamente. A concorrência, quando saudável, leva ao aperfeiçoamento e, por isso, empresas nacionais que competem no mercado internacional são as mais avançadas em termos tecnológicos. É preciso que empresários e governo estejam atentos a esse fator. Por enquanto, o cenário não é dos mais otimistas e os números de importação de robôs confirmam: em 2013 foram vendidos 1,3 mil equipamentos, enquanto a China comprou 35 mil.
Além dos benefícios proporcionados pela inovação, é fato que a nova "Revolução Industrial" fechará postos de trabalho - outro fator preocupante. E, por isso, ainda mais urgente a necessidade de se melhorar a qualidade da educação. Trabalhadores têm que estar melhor preparados até mesmo porque atividades repetitivas tendem a desaparecer. A partir do conhecimento e com mais qualificação, os profissionais serão mais produtivos e também serão melhor remunerados.

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