Índice de infestação do Aedes coloca cidade em alerta
A zona leste de Londrina concentrou os maiores índices, com bairros ultrapassando os 10%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
A zona leste de Londrina concentrou os maiores índices, com bairros ultrapassando os 10%
Folha de Londrina 
O novo LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti) revela um cenário que exige atenção redobrada em Londrina. Segundo a pesquisa, o Índice de Infestação Vetorial Predial chegou a 2,2%, colocando o município em estado de alerta, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde. Embora o índice não configure situação de risco, ele indica que mais de dois em cada cem imóveis vistoriados apresentam focos do mosquito.
Em algumas regiões da cidade, o índice elevado chama atenção. Foram avaliados mais de 10 mil imóveis, no final do mês de outubro, e constatou-se disparidades importantes entre regiões. A zona leste concentrou os maiores índices, seguida pela sul e pela área central. Alguns bairros apresentaram números particularmente preocupantes, superando 10% de infestação, como Parque das Indústrias Leves, na região leste (13,3%); Jardim Maringá, na região sul (13%); Jardim do Lago, na região sul (11,7%).
Esses recortes permitem direcionar ações específicas e reforçar a necessidade de mobilização comunitária onde o problema é mais agudo.
O levantamento também apontou que quase 100% dos criadouros, com larvas e pupas de Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, foram encontrados nas residências das pessoas: 90% em objetos em desuso jogados nos quintais, nos vasos de plantas e em bebedouros de animais; e 9% em recipientes de degelo em geladeiras e pequenas fontes ornamentais. Foram encontradas algumas larvas e pupas em terrenos baldios (0,22%).
A situação se agrava quando consideramos que novembro tem sido um mês de chuvas intensas, e a chegada do verão ampliará as condições favoráveis à reprodução do Aedes aegypti. A combinação entre calor e umidade acelera o ciclo do mosquito e aumenta o risco de transmissão da dengue, tornando ainda mais urgente a eliminação de qualquer recipiente que acumule água.
Combater a dengue não depende apenas do poder público. Exige esforço cotidiano dos moradores, que precisam manter seus espaços livres de criadouros. O LIRAa cumpre papel essencial ao mapear focos e orientar políticas, mas sua eficácia está condicionada à participação efetiva da população, além de boas estratégias de combate e prevenção definidas pelo poder público.
É preciso começar a agir agora, de forma coordenada, para impedir que a cidade enfrente, nos próximos meses, um cenário ainda mais severo da doença.
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