A análise do Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM) mostra que os municípios paranaenses apresentaram evolução ao longo da última década. O indicador divulgado nessa semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) considera as três principais áreas de desenvolvimento econômico e social: emprego, renda e produção agropecuária; educação; e saúde. A leitura dos resultados considera o índice final a partir de valores que variam entre 0 e 1. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desempenho do município.
De acordo com o Ipardes aumentou a quantidade de cidades com desempenho alto ou médio. Dos 399 municípios, 11 atingiram níveis altos (valores de 0,8 a 1); 350 desempenho médio (entre 0,6 e 0,8); 38 alcançaram índice médio-baixo (0,4 a 0,6); enquanto nenhuma ficou com baixo desempenho (0 a 0,4). Apesar dos avanços gerais, ainda não se pode afirmar que o Paraná tem um desempenho satisfatório principalmente nos quesitos saúde e educação. Embora não sejam avaliados os atendimentos médicos, ou a falta deles, e tempo de espera em filas para cirurgias eletivas, sabe-se que o caminho para a melhora efetiva é longo.
No início deste mês a Fundação Getúlio Vargas divulgou o Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios e o quesito saúde/segurança foi um dos que recebeu pior avaliação. Além da questão dos homicídios (item não considerado no indicador estadual), foram incluídos taxas de mortalidade infantil, peso dos recém-nascidos e gravidez precoce. Nos dois casos - levantamento nacional e estadual - foram considerados itens que podem ser trabalhados e melhorados por meio da maior assertividade de programas que devem ser planejados a longo prazo. As políticas de saúde são um indicador real da qualidade de vida da população e o mesmo pode-se afirmar da educação.
Neste quesito foram avaliados separadamente ensino infantil, fundamental e médio. Além de considerar matrículas e relação idade/série deveriam ser incluídos itens que possam mensurar a qualidade da educação. De nada adianta crianças e jovens frequentando a escola se eles não conseguem aprender o conteúdo. A evolução dos índices sem dúvida é importante, mas é também relevante que sejam mensurados fatores que possam indicar melhorias da qualidade de vida da população.

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