Indicadores econômicos e crescimento
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem, indica que a economia tem apresentado avanço. O indicador econômico aponta crescimento de 0,89%, segundo dados dessazonalizados (livres de influências típicas de certa época do ano). Embora em alguns aspectos seja considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br é mais simples e mede o comportamento de algumas cadeias produtivas. No semestre, o índice acumula alta de 3,2%.
Para efeito de comparação, o PIB oficial (medido pelo IBGE) aponta alta de 0,6% no primeiro trimestre do ano. Se o índice apresentar alta no semestre confirma tendência de aceleração da economia. No entanto, o período ainda é de incertezas. Indicadores econômicos são importantes, mas são um retrato do passado e não necessariamente refletem o futuro. A apreciação do dólar e a alta da taxa de juros devem interferir neste segundo semestre. Os juros podem inibir o consumo. Já a desvalorização cambial reflete as desconfianças do mercado financeiro e ainda pode adiar investimentos importantes. Além disso, também provoca um "efeito cascata" nos preços de insumos e produtos importados.
De qualquer forma, o baixo resultado do PIB mostrou que são necessárias mudanças na atual política econômica. Se a crise mundial ainda perdura, o Brasil tem que encontrar suas saídas. O atual modelo, de desonerações tributárias pontuais como forma de estimular o consumo, já deu sinais de esgotamento. O PIB não será sustentado mais com iniciativas como essa. Outras alternativas têm que ser apresentadas como
forma de incentivar o desenvolvimento sustentável do País, baseado em investimentos e geração de empregos. A infraestrutura é extremamente deficitária,
e existe espaço para que ocorra essa movimentação.





