Indicador social
A divulgação do Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios indica que o Paraná tem um longo caminho a percorrer. Criado pela Fundação Getúlio Vargas para mensurar diferentes aspectos da sociedade e sintetizar em um único indicador vários itens referentes ao desenvolvimento social, foram avaliados itens como habitação, renda, trabalho, saúde e segurança e educação. Para a definição do indicador foram usados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e dos ministérios da Saúde e da Educação.
Em nenhum dos itens o Estado foi o primeiro colocado do País, atingiu a melhor posição nos quesitos renda e educação, ficando em quarto no ranking. O pior desempenho foi verificado nos itens habitação e saúde/segurança (7º lugar). No total geral, o Paraná ficou com a 6 colocação, atrás dos dois outros Estados da Região Sul: Santa Catarina (3º) e Rio Grande do Sul (4º). Distrito Federal (1º), São Paulo (2º) e Rio de Janeiro (6º) também encabeçam o ranking.
O pior resultado obtido nos itens habitação e saúde/segurança não chega a surpreender, principalmente porque nesse último quesito foi considerada a taxa de homicídios por 100 mil habitantes. Enquanto a média nacional é de 27,1, a estadual sobe para 33,5. Noticiado diariamente pela imprensa, houve um aumento na quantidade assassinatos, principalmente no interior. Em Curitiba, o governo já instalou unidades de segurança em bairros com os piores índices; Cascavel ganhou um módulo. Por enquanto, para Londrina só há promessa, mas nenhum prazo definido.
Além da taxa de homicídios, no item saúde/segurança foram consideradas taxas de mortalidade infantil, peso dos recém-nascidos e gravidez precoce. Se a taxa de homicídios puxou para baixo o resultado, os outros quesitos mencionados sequer foram suficientes para melhorar o desempenho. E, nesse caso, reflete diretamente a qualidade de vida da população. Indica que o Estado não tem oferecido um bom atendimento aos moradores e não tem conseguido atingir nem mesmo com campanhas educativas. Gravidez entre adolescentes, por exemplo, se combate com muita informação e educação. Essa política tem que ser revista, é preciso mais assertividade nas campanhas que, inclusive, devem contar com o envolvimento de várias secretarias. O trabalho é longo e, sem dúvida, exaustivo. No entato, não pode ser mais adiado.





